Campeonato Brasileiro

Abel Braga elogia produção ofensiva do Fluminense, apesar do empate na estreia do Brasileirão

Foto: Mailson Santana / Fluminense FC

Em entrevista coletiva ao final do jogo contra o Santos neste sábado (09), no Maracanã, o técnico Abel Braga elogiou a postura dos jogadores e a produção ofensiva da equipe. Ele pontuou o alto número de finalizações ao longo da partida – foram 26 chutes a gol. Apesar disso, o Tricolor empatou com o Santos em 0 a 0 na estreia das equipes no Campeonato Brasileiro 2022.

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“O meio pode ter sentido a falta do Ganso? Pode ser. Só que um time que troca tantos passos, tem 23 finalizações contra três… não tem muito o que comentar. É dar parabéns para o Santos, que veio com essa proposta. E conseguiu. Eu não sou de falar na corrente antes do jogo e no final. Hoje fiz questão de falar. Hoje eu saio daqui orgulhoso. Foi brilhante? Não. A minha equipe deixou tudo em campo. Não tinha como dar mais 2%. Foi motivo de orgulho. Nem sempre vai dar. O Santos é grande, tem camisa. Não queria esse resultado, lógico. Os números dizem isso. No fundo, eles tiveram a estratégia certa. Não houve problema de finalização. Não conseguimos, mas eu saio daqui orgulhoso”, afirmou Abel Braga.

Questionado sobre a atuação de Anderson Daronco, Abel disse que não houve lance polêmico que pudesse influenciar no resultado da partida. No entanto, confessou que conversou com o árbitro ao final do jogo por julgar que ele marcou muitas faltas desnecessárias.

“Se não for nenhum lance absurdo, eu nunca vou me manifestar. Mas eu fiz esse comentário para ele: ‘Daronco, hoje você não parecia gaúcho’. Eu já disputei muitos campeonatos no Rio Grande do Sul e lá ninguém marca qualquer faltinha. Mas só isso que falei com ele. É um grande juiz, não vale a pena criticar. Nós estamos falando de um dos melhores árbitros do Brasil”, comentou Abel.

Em uma pergunta sobre o jogo da Sul-Americana contra o Junior de Barraquilla, Abel comentou em relação as orientações passadas à equipe quanto a postura no duelo fora de casa, em especial depois do que aconteceu na eliminação para o Olímpia pela Pré-Libertadores.

“Sinceramente não analisei, ainda, a equipe deles. Eles jogavam de uma forma no ano passado, quando o Fluminense empatou uma lá e perdeu aqui. Agora é um treinador argentino, no último jogo jogaram com três centrais. Então, nós vamos analisar bem. O departamento de análise está vendo tudo para chegar segunda-feira e me colocarem a par e a gente formatar a equipe dentro do que nós queremos. O importante vai ser chegar lá, não se encolher e fazer o que já estamos fazendo. Nós queremos ganhar”, declarou o treinador.

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Por fim, Abel foi questionado sobre a sequência de jogos da equipe nas próximas semanas, em relação aos diferentes regulamentos de competição. O Fluminense tem compromissos pela Sul-Americana, pelo Brasileiro e pela Copa do Brasil. O treinador não criticou diretamente o calendário, mas fez questão de frisar os problemas físicos que vai precisar lidar dentro do elenco com essa maratona.

“É complexo. Esse mês está sendo muito complicado. Quando é quarta e sábado é muito difícil. No jogo passado era o Nino suspenso e o Calegari fora. Esse jogo o Calegari sentiu um pouco, porque ele é um jogador de puxada de contra-ataque muito boa. Um zagueiro sentiu. Vamos seguindo. O Fluminense vai ter que colocar sempre onze em campo. Nós não vamos entregar nada. Quem vai trabalhar mais é a fisiologia. O que você quer que faça segunda-feira? Depois viajamos sei lá quantas horas. Depois sai de madrugada para Cuiabá, aí treina, aí depois o jogo de sábado. Então, tudo é muito complicado”, finalizou Abel Braga.

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