Atlético-MG

ANÁLISE: Galo foi mais inteiro, preciso e intenso que o Flamengo

Confira tudo o que aconteceu dentro de campo entre Flamengo e Atlético/MG na análise de Rodrigo Coutinho

O Campeonato Brasileiro teve o seu primeiro grande jogo. Flamengo e Atlético/MG corresponderam às expectativas e fizeram um ótimo duelo no Maracanã. O rubro-negro superior na 1ª etapa, os mineiros melhores no 2º tempo. A falta de precisão do cariocas nas finalizações e o maior ritmo competitivo dos alvinegros foi determinante para a vitória visitante por 1×0, gol contra de Filipe Luís.

Arana e Marquinhos, dois dos destaques do Galo, comemoram após Filipe Luís marcar contra. Foto: CAM

Depois de testar algumas alternativas em sua primeira semana de treinos, Domenec Torrent manteve a mesma equipe-base do Flamengo campeão de tudo recentemente. Rafinha, que era dúvida, foi confirmado na lateral-direita. O time obedeceu ao mesmo esquema tático e modelo de jogo desenvolvido por Jorge Jesus. No Galo, Jorge Sampaoli mexeu novamente no time. Escalou um trio de zaga diferente com Igor Rabello entre os titulares. Réver ficou no banco. Sacou Marrony e colocou Nathan mais adiantado. Savarino e Marquinhos como pontas. Uma espécie de 3-4-3, mas com os alas avançando por dentro.

Como as equipes iniciaram

Um 1º tempo que agradou a qualquer um que goste do futebol bem jogado. Duas equipes com padrão para atacar, qualidade técnica e coragem para pressionar a saída de bola rival, fazendo os zagueiros jogarem há muitos metros do gol. A chave para vencer a partida seria a capacidade para superar essa pressão rival. Tanto o Flamengo quanto o Atlético tiveram alguns erros forçados pelo adversário.

O Galo teve essa condição aos 23 minutos. Nathan, uma espécie de ”falso nove” hoje, deu apoio pelo centro do campo, atraiu Léo Pereira pra longe da linha defensiva, e enfiou o passe em profundidade para Guilherme Arana. Detalhe para o local em que Arana e Guga atacavam. Sempre por dentro, deixando a amplitude a cargo de Marquinhos e Savarino. O lateral tentou o chute, foi travado por Rodrigo Caio, mas recebeu de Marquinhos na sequência e cruzou pra área antes de Filipe Luís marcar contra.

O Flamengo criou mais. Bruno Henrique e Arrascaeta, duas vezes, perderam chances claras. O atacante chegou a driblar Rafael em passe em profundidade de Gerson aos sete minutos, mas chutou na trave. O uruguaio recebeu duas lindas assistências de Gabigol, mas chutou a primeira em cima de Rafael e mandou pra fora a outra.

O equatoriano Alan Franco foi outro a jogar bem pelo Galo. Foto: CAM

O rubro-negro, quando não conseguia superar a marcação ”alta” do Galo acionando Gerson pela faixa central e posteriormente buscando Gabigol e Bruno Henrique em profundidade, era perigoso marcando a saída do Atlético. Roubou algumas bolas desta forma e produziu. Everton Ribeiro, Gerson e Gabigol também finalizaram com contundência.

Apesar de ter tido uma grande chance para ampliar aos 37′ com Savarino, arrematando após contra-ataque puxado por Nathan, o Atlético foi dominado na segunda metade do 1º tempo. Sampaoli então desfez o trio de zaga ao sacar Gabriel e colocar Jair. Queria preencher mais o meio-campo e impedir o raio de ação de Gerson e Everton Ribeiro.

As equipes após a entrada de Jair. Sampaoli solucionou os espaços que o Flamengo encontrava no meio-campo.

A mexida deu certo e o Flamengo pouco assustou no 2º tempo. Tirando um gol feito perdido por Gabigol aos três minutos, o rubro-negro seguiu sofrendo coma forte marcação do Galo em sua saída de bola e parecia abaixo fisicamente em comparação ao rival.

Guilherme Arana, Marquinhos e Marrony acertaram bons chutes da entrada da área e Diego Alves apareceu com eficiência de novo. Domenéc sacou Arrascaeta e Everton Ribeiro. Colocou Pedro e Michael. Era um Flamengo com uma linha de quatro atacantes, tentando forçar jogadas mais verticais na reta final do jogo. Vitinho também foi a campo

A ficha do jogo com as notas de cada atleta e os detalhes da partida

Sampaoli respondeu colocando Bueno e formando novamente uma linha com três zagueiros. Por mais que o Galo tenha atacado pouco na reta final do jogo e o Flamengo ensaiasse uma pressão, o placar não se alterou.

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