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Análise: Internacional, pressionado fora de campo e virtualmente classificado dentro deste…

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

O Internacional enfrentará nesta quarta-feira (26) o Always Ready pela última rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Colorado chega para o confronto com algum conforto, seja pela ampla vantagem técnica que possui em detrimento do Always, seja pela virtual (e quase tangível) classificação para a fase eliminatórias da competição continental. Somente uma catástrofe para esta não se confirmar.

Sob essa perspectiva, um jogo em tese tranquilo para o Inter, certo? Errado.

O time comandado por Miguel Angel Ramirez chega para o confronto extremamente pressionado, uma vez que perdera a final do Campeonato Gaúcho para o Grêmio. Diante disso, em caso de derrota, empate ou até mesmo uma má atuação contra a equipe boliviana podem render dias mais conturbados ainda no Beira-Rio, de maneira até cruel.

Nesse viés, o Internacional, por mais organizado que seja, tende a ter muitas dificuldades para quebrar as linhas de defesa do adversário, forçar o erro desta, principalmente, no que concerne ao momento em que estas não possuem nenhuma condicionante para quebra-las. Superioridade no placar ou numérica em campo, por exemplo. Ambas possibilitam e influenciam que o adversário saia da sua postura mais defensiva, e consequentemente oferece espaços para o Inter.

A falta de criação passa muito pela burocracia ofensiva do Inter, que dificilmente tenta uma jogada de improviso, um passe mais incisivo ou algo que deveras force um erro na marcação daquele adversário bem postado. Ademais, a saída de bola do Internacional é bastante deficitária, realizada na maioria das vezes pelos dois zagueiros e pelo Rodrigo Dourado, que se posiciona bem e tem um ótimo aproveitamento dos passes, mas poucos destes são passes em progressão, que possibilitem uma quebra da marcação. Ademais, Taison, um jogador extremamente inventivo fica preso demais por uma única faixa do campo, facilitando o encaixe de marcação do adversário sobre ele.

O jogo de posição de Miguel Angel é bem interessante, porém este ainda precisa ser assimilado melhor pelos atletas. Até porque trata-se de uma cultura de jogo.

O Inter, que perdeu a primeira partida para o Always, tem tudo para fazer um jogo muito diferente dentro da sua própria casa. Primeiramente, joga sem a altitude de mais de 3.600 metros, posteriormente, chega praticamente sem precisar do resultado para se classificar. O Inter fatalmente garantirá a primeira colocação do grupo, principalmente caso consiga sanar o problema na criação ofensiva.

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