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Análise: Mesmo desfalcado, Flamengo garante empate contra o Athletico

Análise: Mesmo desfalcado, Flamengo garante empate contra o Athletico-PR
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Foi tudo igual! No primeiro tempo, o meio de campo do Flamengo não deixou o meio de campo do Athletico jogar e o time comandado por Alberto Valentim não conseguiu criar quase nada de proveitoso até os 30 minutos, quando Cittadini entrou no jogo e virou a maré. Aí o time da casa passou a dominar a partida e levou, realmente, algum perigo contra a meta do Rubro-Negro carioca, que não tinha passado por nenhum susto na meia hora de jogo.

Mesmo mostrando melhor presença no início do jogo, o Flamengo acabou por fazer um gol inteiramente de sorte. Uma investida de Arão, cruzamento na área, rebote da defensiva e um presente para Thiago Maia livre, que não teve nenhuma dificuldade para fazer 1 a 0 no placar. Eram decorridos 15 minutos e o Mais Querido foi senhor do jogo até 30 minutos.

Daí para frente, o meio de campo do Athletico acordou e começou a comandar quase todas as jogadas perigosas, sempre com a participação de Kayser e Cittadini. O primeiro tempo acabou com a vitória do Rubro-Negro carioca por 1 a 0.

Todo mundo imaginava que o segundo tempo seria quente. Valentim recuou Nikão pela direita e colocou Kayser mais recuado ainda para impedir as investidas de Michael, que voltou animado para o período complementar. Mesmo recuado e combatendo os ataques do Flamengo, Kayser atacava por dentro e vinha da intermediária penetrando sempre com perigo e levando pânico à zaga do time carioca.

O jogo estava mais para o Athletico. A equipe paranaense mostrava maior vontade de vencer a partida. Do outro lado, o Flamengo voltou muito recuado e um dos seus principais jogadores, Everton Ribeiro, talvez tenha feito uma de suas piores partidas na equipe de Renato Gaúcho. Mais uma vez, Arão foi o nome que garantiu distribuição e combate no meio de campo do rubro-negro da Gávea.

Outro nome que se esperava muito dele na noite desta quarta-feira (20) era Andreas Pereira, que infelizmente, para a nação rubro-negra, não jogou o que sabe. Outro jogador que esteve abaixo de suas possibilidades foi Gabigol, talvez sentindo falta de seu companheiro Bruno Henrique, que é uma das referências do ataque da Gávea.

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Sinceramente, hoje seria muito difícil escolher um melhor jogador no elenco do Flamengo. O Athletico mostrou que é um adversário dos mais perigosos quando joga em seu estádio. Na noite desta quarta-feira (20), o frio estava forte no Paraná e o gramado de lá ainda assusta as equipes adversárias.

No segundo tempo, o Furacão foi melhor na maior parte do espetáculo e conseguiu perigar a posição do Flamengo nesta partida tão importante da Copa do Brasil. Dois minutos do período complementar, Thiago Heleno cobrou escanteio pela direita e Pedro Henrique, que vinha correndo para a área contrária deu uma cabeçada que foi um tiro que venceu Diego Alves, fazendo 1 a 1. Este gol foi o primeiro que a equipe do Rio de Janeiro sofreu na competição.

Aos cinco minutos, o Flamengo respondeu e Thiago Maia perdeu uma oportunidade de ouro. Michael continuava a dar muito trabalho à defensiva do Athletico. Aos 22 minutos, Gabigol sentiu e Renato chamou Pedro. O Mais Querido dominava a bola no meio de campo quando Abner recuperou a jogada e deu um passe bonito para Kayser fazer um golaço para o Furacão, aos 26 minutos, levando o placar para 2 a 1.

Renato Gaúcho começou a mexer no Flamengo aos 28 minutos, colocando em campo Vitinho e Diego nas vagas de Michael e Thiago Maia. A saída do camisa 19 foi estranha e só o treinador do clube da Gávea pode explicar o motivo de ter tirado de campo o melhor jogador do seu time.

Valentim também mexeu. Tirou Kayser e colocou Pedro Rocha. Renato voltou a mexer aos 32, dando lugar a Kenedy, tirando Andreas Pereira. Aos 40 minutos, uma falha clamorosa de Rodrigo Caio quase deu oportunidade de mais um gol do Athletico. Valentim voltou a tirar mais dois jogares de sua equipe. Terans e Cittadini saíram e entraram Jader e Canesin. Aos 45, o técnico ainda aproveitou para tirar Nicolás Hernández e colocar Lucas Fasson.

Pois foi ele, Fasson, que nos acréscimos, cometeu falta em Rodrigo Caio e o árbitro marcou pênalti, aos 54 minutos, dando oportunidade ao Flamengo para empatar uma partida que foi muito difícil para o elenco da Gávea.

Pênalti cobrado por Pedro com a mesma categoria que ele sempre tem quando é chamado: 2 a 2. Foi um resultado que acabou sendo justo pelo trabalho das duas equipes. Agora é esperar mais uma grande partida na próxima quarta-feira (27), desta vez no Maracanã, valendo a vaga para a final da Copa do Brasil.

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