Copa América

Análise: mesmo sem encantar, Brasil é superior devido a maturidade

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O Brasil venceu o Chile por 1 a 0 e está garantido na semi-final da Copa América. A equipe comandada por Tite fez uma partida segura, mesmo com a expulsão de Gabriel Jesus, e soube manter frieza para administrar o resultado. Agora a seleção irá enfrentar o Peru na luta pela vaga na final da competição.

A seleção canarinho teve algumas dificuldades no primeiro tempo. Com menos posse de bola, a equipe tinha espaços para contra-ataques, só que faltava a aceleração só jogo. Gabriel Jesus foi pouco incisivo pela ponta-direita, o que fazia da combinação entre Neymar, Richarlison e Firmino entre o meio e a esquerda ser o ponte forte da equipe.

Outra boa notícia é a reafirmação da qualidade defensiva. O Brasil tem, entre as seleções da América, a defesa mais segura e com maior qualidade. O mérito também é de Tite. Desde que assumiu, a seleção brasileira sofreu apenas 21 gols nos 59 jogos disputados e quase cinco anos do técnico a frente da seleção.

O Brasil não encantou, mas mostrou maturidade para vencer o Chile – Foto: Lucas Figueiredo/CBF

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Números do jogo

A seleção brasileira, como já dito anteriormente, não é um time que encanta. Porém, se tornou um time muito competitivo, maduro e equilibrado. Embora falte aquele algo a mais que o time entregava sob o comando de Tite antes da Copa do Mundo de 2018, é inegável que o Brasil tem uma ideia e o poder de se adaptar a diferentes situações.

Antes um time mais propositivo, contra o Chile as circunstâncias do jogo deixaram o Brasil em situação de ser uma equipe mais reativa. Com apenas 41% de posse de bola, o time não deixou de ir ao ataque e finalizou 10 vezes, sendo três grandes oportunidades. Também a entrega defensiva, como citado, se mostrou eficiente. A equipe fez 10 desarmes, 17 interceptações e 13 cortes.

O Brasil ainda tem a evoluir. Um jogo mais fluído e dinâmico é necessário. Mesmo com pontas abertos para dar amplitude, a equipe não pode ficar estática e deve fazer deslocamentos para criar situações de infiltração e um contra um, como era no início do ciclo de Tite. Contudo, seu ótimo histórico de 44 vitórias, 11 empates e apenas quatro derrotas, dão respaldo ao técnico experimentar novos modelos, enquanto a segurança e maturidade de sua seleção ainda o faz se sobressair no continente.

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