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Análise: quais são as seleções favoritas ao título da Eurocopa?

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Foto: Kirsty O. Connor

Falta pouco para o início da Euro 2020. O torneio terá seu pontapé inicial na próxima sexta-feira (11) e a discussão sobre a existência de um (ou mais) favoritos à conquista do campeonato continental vêm à tona. Afinal, quais são as seleções com mais chances de levantar a taça?

Com base em alguns critérios, é possível analisar as equipes e colocá-las em uma espécie de “prateleira” de favoritismo, começando com as melhores seleções e chegando nas que podem “correr por fora”. E quem sabe, pode até mesmo rolar alguma surpresa, como na Euro de 2016. Acompanhe a análise no Esporte News Mundo.

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FRANÇA É A FRANCA FAVORITA?

Campeã mundial em 2018, a seleção francesa é tida como o melhor combinado de jogadores do mesmo país na atualidade. Alguns dos melhores futebolistas do mundo vestem a camisa dos Les Bleus. Esse é o primeiro ponto, a qualidade técnica individual dos franceses.

A convocação de Karim Benzema para a Euro elevou ainda mais o patamar do ataque da seleção bicampeã mundial. O camisa nove do Real Madrid poderá agregar muito na construção ofensiva da França, já que desempenha um papel de mobilidade e de abertura de espaços. Ao lado de Mbappé e Griezmann, Benzema ajuda a formar um dos ataques mais poderosos do futebol na atualidade.

No entanto, a ofensividade não é a única arma dos Les Bleus. O meio campo possui, além de muita qualidade técnica e saída com Pogba, N’Golo Kanté, que fez um ótimo final de temporada com o Chelsea. O volante acumula desempenhos defensivos excelentes e é, atualmente, o melhor do mundo da posição.

Além de toda a qualidade no elenco francês, o time vêm de um título de Copa do Mundo e o técnico Didier Deschamps manteve a base que conquistou o mundial na Rússia em 2018. E apesar do vice em casa na última edição de Eurocopa, quando perdeu para Portugal, a França vêm produzindo ótimos talentos em todos os setores do campo e as próximas gerações do futebol francês prometem ser ainda mais promissoras.

PORTUGAL REPETE A DOSE?

Atual campeã da Eurocopa, a seleção portuguesa elevou seu poder desde a conquista em 2016. Tida por muitos anos como “time de um homem só” por conta de Cristiano Ronaldo e outros nomes considerados medianos, a equipe lusitana viu grandes talentos desabrocharem nos últimos anos.

João Félix, Bruno Fernandes, Diogo Jota, além do zagueiro Rúben Dias formam essa nova geração portuguesa, que possui muita qualidade individual, velocidade e um elevado número de gols. Cabe ao técnico Fernando Santos encaixar todo esse talento jovial com a qualidade inquestionável de um dos maiores jogadores da história, Cristiano Ronaldo.

Se em 2016 Portugal chegou à Euro desacreditado e conseguiu não apenas ir até a final como derrotar a gigante França em pleno Stade de France e ser campeão, em 2021 os gajos chegam com moral de favoritos ao título. Muito por conta da fortíssima geração, fazendo um paralelo com a Bélgica em 2018.

CONQUISTA INÉDITA PARA OS INGLESES?

Campeão mundial em 1966, o English Team busca seu primeiro troféu de Eurocopa. Por muitos anos, os ingleses foram alvo de críticas por não irem longe em competições internacionais, além do jejum de troféus. O período mais expressivo foi com a geração de ouro (Rooney, Ferdinand, Gerrard, Lampard e Owen), que disputou as Copas de 2002 e 2006 e a Inglaterra fracassou em ambas.

No entanto, a coisa demonstrou sinais de melhora após o Mundial de 2018. Os ingleses surpreenderam e chegaram à semifinal, mas pararam na Croácia. A atual geração da terra da rainha, sob o comando de Gareth Southgate, conta com nomes como Harry Kane, Rashford, Sancho, Grealish e Henderson, tendo uma boa mescla entre experiência e liderança com juventude e talento.

Apesar do corte do lateral Alexander-Arnold da Euro, o plantel inglês ainda é bom e tem chances de ir longe e, quem sabe, quebrar o jejum de títulos. Mesmo tendo concorrentes acima, técnica e taticamente, o bom momento dos ingleses pode ajudar a trazer o “futebol para casa”, como diz a canção Three Lions (football’s coming home), que embalou na última Copa.

QUEM ‘CORRE POR FORA’?

E a poderosa Alemanha? Pode se dizer que a seleção de Joachim Low entrou, há algum tempo, em uma fase de final de ciclo. A geração vitoriosa que ganhou o Mundial no Brasil em 2014 está envelhecida e a palavra-chave para o time alemão é renovação. Ótimos nomes surgiram de lá pra cá, como Kimmich, Sané e Neuhaus. Mas o time já se mostrou desequilibrado em alguns momentos e foi perdendo aquela confiança e favoritismo crasso que era de costume. Porém, tem condições de fazer uma campanha de destaque.

A Holanda, apesar de ter ficado de fora da última Copa, vêm apresentado bons jogos principalmente quando se fala de intensidade ofensiva. A “Laranja Mecânica” não deve contar com o zagueiro Van Dijk, um de seus pilares para a disputa da Euro. A seleção vizinha, a Bélgica, também tem condições de ir bem no torneio. Vinda de um terceiro lugar em Copa do Mundo, a famosa geração belga, agora envelhecida, não possui mais o brilho de outrora, mas ainda tem uma inegável qualidade.

Por fim, a Espanha. A Fúria, que teve uma era vitoriosa entre o 2008 e 2012, quando conquistou dois títulos de Eurocopa e um Mundial, se acostuma com uma nova geração que é boa, mas não tão talentosa quanto antes. Os espanhóis se apegam em sua filosofia de jogo, que deu frutos no passado, sem falar que possuem história na competição.

E aí? Quem você acha que leva a Euro 2020? Não deixe de acompanhar a cobertura do torneio aqui no Esporte News Mundo!

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