Esportes olímpicos

Após casos de maus tratos, ONG solicita ao COI a retirada de esportes equestres do programa olímpico

Foto: Reprodução / Twitter

Em documento enviado ao Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira (13), a organização não-governamental “Pessoas pelo tratamento ético de animais” (PETA) solicitou a retirada dos esportes equestres dos Jogos Olímpicos. A ONG fez a reivindicação baseada no episódio ocorrido durante as provas do pentatlo moderno em Tóquio.

Na ocasião, a atleta alemã Annika Schleu foi vista dando chicotadas no seu cavalo, Saint Boy, após o ele se recusar a saltar um dos obstáculos do circuito. Da mesma forma, a treinadora Kim Raisner também foi flagrada agredindo o animal com socos ao final da competição. A técnica foi suspensa pela federação da modalidade e não pode participar das provas masculinas.

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Em carta enviada ao presidente da entidade, Thomas Bach, a ONG ressaltou a importância da decisão sobre Raisner nos Jogos Olímpicos de Tóquio, mas afirmou que suspender e multar atletas e membros de comissão de técnica não garantem a proteção aos cavalos.

– O mundo ficou chocado quando a competidora alemã, visivelmente irritada, Annika Schleu, foi filmada esporando e chicoteando o cavalo Saint Boy depois de ele se recusar a entrar no percurso. A treinadora de Schelu, Kim Raisner, foi então flagrada agredindo o cavalo. Ela foi corretamente expulsa das Olimpíadas, mas multas e suspensão não são o suficiente para proteger os cavalos de treinadores que cometam agressões similares – disse a PETA no documento.

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Outros dois casos ocorridos em Tóquio foram citados pela organização. O primeiro aconteceu após a prova do hipismo cross-country, quando o cavalo Jet Set – do suíço Robin Godel – se lesionou e acabou sacrificado. O outro episódio se deu na competição de saltos em que o cavaleiro Cian O’Connor (Irlanda) forçou o cavalo Kilkenny a prosseguir na competição, mesmo com um sangramento no nariz do animal.

– Os Jogos Olímpicos são notórios por atletas humanos, não pela habilidade de aterrorizar e machucar cavalos que não escolheram competir e ao mesmo tempo fazem todo o trabalho, algumas vezes custando suas vidas – destacou Ingrid Newkirk, presidente do PETA.

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