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Tardelli diz que não acreditava em renovação e crê em permanência no Galo até o fim da temporada

Tardelli diz que não acreditava em renovação e crê em permanência no Galo até o fim da temporada
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

O atacante Diego Tardelli teve seu contrato renovado com o Atlético-MG na última segunda-feira (2). A duração do novo vínculo tem duração até o final de maio, quando se encerra o Campeonato Mineiro. O jogador aceitou uma redação salarial para permanecer no clube alvinegro e tem expectativa de mais uma renovação ainda neste ano.

— Para mim é uma felicidade enorme dar continuidade ao meu trabalho aqui no Atlético. Depois de um longo período ausente, passei por um período muito difícil durante esses sete e oito meses, quando fui surpreendido com essa notícia. Estou muito feliz, é muito gratificante. Acho que eu não poderia sair do jeito que as coisas estavam sendo encaminhadas. Então, tive uma conversa com o próprio Rodrigo que está aqui na minha frente ontem e durante a semana passada, e resolvemos da melhor maneira possível. Para mim, o mais importante era poder voltar a jogar futebol, jogando em alto nível, essa sempre foi a minha meta quando eu me machuquei, foquei e trabalhei muito para dar a volta por cima e estar em campo novamente. Todo o meu trabalho, esforço e dedicação, valeu a pena.

— Independente de tudo o que aconteceu, eu merecia essa alegria no final, porque só eu sei o quanto posso ajudar, independente da minha idade. Com 35 anos, ainda me sinto um garoto, um jovem de 30 anos, principalmente na minha parte física. Então sei que posso ajudar e render muito ainda dentro de campo. Aqui em casa é onde eu sinto a minha maior motivação, minha maior alegria é poder estar aqui no Atlético. É um período curto, mas tenho certeza que será estendido porque sei da minha capacidade e do meu valor.

Tardelli revelou durante a entrevista coletiva da manhã desta terça-feira (3), que chegou a pensar que não ficaria mais no Atlético-MG após o término do seu contrato.

Por um período eu achei que meu ciclo se encerraria aqui no Atlético. Principalmente nesses últimos meses, onde eu tive poucas oportunidades com o Sampaoli. Mas, graças a Deus, no final, o clube entendeu o meu momento, entendeu tudo que eu tinha feito. Não só pela minha história, mas o que eu poderia agregar ainda. Fui demonstrando isso nos treinamentos, pude entrar nos jogos e entrar bem.

Faltam 15 gols para Diego Tardelli entrar no Top 10 dos maiores artilheiros da história do Atlético-MG. O jogador conta como essas metas o motivam e revela qual seria a “cereja do bolo” de sua história com o clube alvinegro.

Depois que eu marquei o gol no último domingo, os torcedores tem me marcado, tem vindo a tona essa minha possibilidade de entrar para a história do clube estando entre os 10 maiores artilheiros, então essa é uma motivação a mais. Para mim, vai ser muito importante atingir esse feito e acredito que se eu permanecer até o final da temporada aqui no Atlético, eu vou adentrar mais ainda na história do clube. Eu penso no Campeonato Brasileiro, é o sonho da torcida. Tenho certeza que esse ano virá coisas boas.

O atacante, durante a coletiva, valorizou a sua história com o Atlético-MG e, principalmente, com a torcida, com que m tem uma relação muito próxima há 12 anos.


— A história que eu tenho com o torcedor atleticano, essa identificação, carinho e respeito, acho que levo isso como uma honra e sabedoria muito grande. Saber o que represento para esses torcedores desde 2009, eu tenho esse carinho e identificação. Então, só tenho a agradecer. Às vezes me peguei pensando se domingo fosse minha despedida e foram muitas coisas. No futebol brasileiro, é difícil ter um jogador com tanto carinho, eu tive três passagens aqui no Atlético, em duas a torcida foi me pegar lá no aeroporto, me levou no colo. Então, é difícil de ver ultimamente com essa identificação entre jogador e torcedor, talvez o Gabigol com o Flamengo, Rogério Ceni. E eu tenho um máximo respeito e gratidão pelo Atlético, então minha história continua aqui, quero continuar ganhando títulos, entrar para história quebrando metas, recordes. Minha história não acabou e tem muita coisa para rolar ainda.

Banco com Sampaoli

Durante a temporada 2020/21, Diego Tardelli sofreu uma fratura-luxação com ruptura ligamentar e lesão da cartilagem no local, antes mesmo da volta ao futebol. Com isso, o jogador precisou passar por cirurgia e voltou a jogar apenas em fevereiro deste ano.

No entanto, a recuperação de Tardelli foi mais rápida que o previsto e ele conseguiu estar à disposição do treinador ainda em dezembro, mas o atacante revelou que o técnico, na época, Jorge Sampaoli, preferiu não utilizá-lo.

Tardelli conta que precisou conversar com o técnico argentino para, ao menos relacioná-lo para os jogos.

— Eu acho que eu fiz um trabalho de fisioterapia muito bom, tentei adiantar o mais rápido possível para estar com meus companheiros em dezembro, esse era o meu objetivo. E dia 15 de dezembro eu já estava entregue ao grupo. Faltava um pouco de ritmo de jogo e adaptação. No dia 16 de janeiro eu tive uma conversa com Sampaoli, a primeiro momento ele não ia me utilizar e a única coisa que eu falei é que eu precisava ganhar ritmo de jogo, que precisava estar numa lista de relacionados paras os jogos, porque, independente de me utilizar ou não, as pessoas tinham que ver. A imprensa não acompanha mais nossos treinamentos e as pessoas tinham que ver, muitas pessoas não sabiam o que estava acontecendo. Então, eu pedi para que ele, pelo menos, me relacionasse para o jogo e se, ele quisesse me utilizar eu estaria à disposição.

Segundo Diego Tardelli, não há mágoas por parte dele com o treinador argentino, mas diz que sente que poderia ajudar o Atlético-MG na reta final do Campeonato Brasileiro, em que o Galo acabou ficando de fora da briga pelo título.

—Deixei ele super à vontade, não tenho problema nenhum com ele e foi isso que aconteceu. Quando ele não me colocava no jogo era por ideia dele, que eu não concordava, porque me sentia muito bem para ajudar de alguma forma. Procurei ficar calado pelo momento do clube que estava brigando pelo título e eu não queria expor. Então, trabalhei quieto e fiquei à disposição desde o dia 15 de dezembro, mas ele não me utilizou. Ficou um sentimento um pouco triste da minha parte por não ter ajudado o quanto eu queria, porque eu sei que poderia ter ajudado na parte final do Campeonato Brasileiro.

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