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Após vitória no clássico, Luxemburgo exalta tradição da base do Vasco e vontade dos jogadores: ‘Para ganhar, tem que suar’

Após a vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, neste domingo, em São Januário, o técnico do Vasco Vanderlei Luxemburgo exaltou a vontade do time no clássico e os garotos da base que tiveram boa atuação na partida desta noite. Para o treinador, seus atletas foram determinados para vencer o confronto direto na luta contra o rebaixamento no Brasileiro.

– Foi uma vitória contra o um adversário que tem tradição, rivalidade. Até citei para eles essa coisa. Que vem de longo tempo. Um dos gols mais bonitos da história de Botafogo e Vasco da Gama foi do Roberto Dinamite, um dos maiores jogadores do Vasco de todos os tempos, e que dominou a bola no peito, deu um chapeú e fez um gol lindo que ficou marcado na cabeça dos vascaínos naquela época. Os jovens não conhecem. Eu citei na preleção hoje. Eles têm que saber que Vasco x Botafogo é um jogo de tradição e para ganhar tem que suar, ralar, ser determinado. E os jogadores foram isso hoje. Encontraram um adversário difícil, um centroavante que tem uma bola aérea muito forte. Começaram incomodando depois ajeitamos e encaixou no time do Botafogo. Começamos a ter a superioridade. Mas acho que foi uma vitória importante, na maneira que conseguimos, entendendo a equipe e a tradição do Botafogo, mas era um adversário de confronto direto, “um jogo de seis pontos” – afirmou Luxemburgo.

Dos três gols marcados neste domingo, dois foram de jogadores criados em São Januário: Talles Magno e Andrey. E entre os jogadores que começaram atuando e os que entraram no decorrer da partida, o Vasco teve oito jogadores da base em campo. O técnico exaltou a tradição do clube em formar atletas.

– Não vejo nenhum problema (ter muitos jogadores da base em campo). Pode ter 16, 17, 18, 20 anos… 19, igual o Juninho. O Talles, estreou com a gente com 16 anos. O Vasco tem tradição de base. Então, eu pego, boto para cima e dou chance para eles poderem ter a oportunidade deles. A continuidade não pertence a mim e sim a eles, pelo que podem produzir.

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Talles Magno

O Talles é um jogador que eu botei para jogar muito jovem. Ele estava na reserva do time de juniores, em um treinamento eu vi e trouxe para o time de cima. Acho que estreou contra o Palmeiras e depois jogou contra o Flamengo. Ele estava meio que “largado”. Tanto que na primeira situação minha com ele, foi dar um esporro pois ele estava fazendo massagem na mão. Falei: “Você é goleiro?” “Porque goleiro que machuca a mão, você não tem que cuidar da mão, tem que jogar com ela machucada e chutar a bola”. Ai ele saiu correndo do departamento médico. Eu disse: “Não quero te ver mais no DM alisando mão não, cara. Quero ver você dentro do campo”. É um jogador que tem talento. Agora, você tem que deixa-lo botar o talento para fora. Ainda não gostei. Achei que (no jogo) tiveram bolas que ele deveria arriscar um pouco mais. Forçar o lateral a ter que sofrer para marcar. Puxar para dentro, como fez em algumas jogadas, para jogar com o Cano. Acho que ele tem potencial para evoluir ainda mais, daquilo que eu conheço.

Atuações do Henrique

O pessoal quer que o Henrique faça gol. Lateral, a primeira função é defender; a segunda apoiar e a terceira definir na linha de fundo. Ele faz isso muito bem, é cria da casa, mas o pessoal pega muito no pé dele. Eu falei para ele: “Não se preocupa, bota um algodão no ouvido e vai jogar. Faz o que você tem que fazer.” Ele está com confiança. Com isso, o Castán cresceu, porque não tem que ficar fazendo a cobertura toda hora, não fica exposto. Então, o bom é que o Bruno e o Henrique deram uma condição do Castán ficar melhor posicionado em campo, em uma posição que não tem desgaste físico para ele.

Melhora na zaga

Nós tinhamos 36 gols tomados e 29 feitos. Tinha um déficti na parte defensiva. E tinha que corrigir isso. E fazer gols. Lá em Goiania não fizemos, mas estivemos próximos, eles também estiveram. Hoje nós fizemos 3 gols e não tomamos. A defesa se comportou muito bem. O Ricardo operou apendicite. O Werley se jogar simples, sem achar que é maior zagueiro do mundo, é um jogador eficiente. Eu falo sempre pra ele: a simplicidade de jogar futebol é fundamental. Hoje ele jogou simples, feijão com arroz. Eles colocaram um jogador em cima do Castan e um em cima do Werley. Aí coloquei outro zagueiro ali para ter uma sobra nossa. Aí começamos a ganhar realmente o jogo.

Benítez

Não vou dar esse privilégio para você (repórter) saber de uma coisa que a gente vai conversar aqui ainda, que é onde ele vai jogar, como ele está fisicamente, como ele se recuperou, que eu sei que ele vem com lesão de panturrilha, mas importante é que o jogador está aqui e nós vamos cuidar e preparar para estar no jogo de sábado contra o Coritiba. vamos ver se ele vai começar jogando, se não vai, essa coisa toda vamos decidir na semana. importante que ele tá no elenco e é um jogador de qualidade para ajudar a gente.

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