Futebol americano

Às vésperas dos playoffs da NFL, ‘onda’ de demissões assusta a liga

Foto: Alli Rusco/Minnesota Vikings/Site Oficial

Ao final da última semana de jogos da temporada regular da NFL, é comum que as equipes que não fizeram um bom ano anunciem mudanças no seu staff técnico ou até mesmo em sua alta direção. É a chamada “Black Monday”, quando alguns treinadores acabam recebendo o bilhete azul de seus respectivos times. Na atual temporada, entretanto, tem chamado a atenção o alto índice de demissões. Até esta sexta-feira (13), já são oito equipes (25% da liga) que estão oficialmente sem treinador, superando o número de demissões da temporada passada (7).

Ao longo de 2021, dois treinadores já haviam perdido o emprego na liga. A primeira demissão da temporada aconteceu no dia 11 de outubro, quando Jon Gruden pediu demissão do Las Vegas Raiders, após ter e-mails divulgados com mensagens homofóbicas, racistas e misóginas. Devido a grave repercussão do assunto, Gruden optou em deixar o cargo. Rich Bisaccia assumiu interinamente a equipe e levou os Raiders para os playoffs. Porém, não deverá seguir no cargo na temporada 2022.

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No dia 16 de dezembro, pouco antes do encerramento da temporada regular, o Jacksonville Jaguars se antecipou e resolveu demitir o técnico Urban Meyer, que sequer completou uma temporada no cargo. Além dos resultados ruins dentro de campo, com apenas duas vitórias em 13 partidas, ele se envolveu em polêmicas. Foi flagrado dançando com uma mulher desconhecida em uma festa logo após uma derrota dos Jaguars e também se desentendeu com alguns jogadores, incluindo o kicker da equipe, Josh Lambo, que reclamou ter levado um chute de Meyer durante um treino. Darren Bevell, coordenador ofensivo, treinou o time nas partidas restantes do campeonato.

Mas a onda de demissões na NFL estava só começando. Na última rodada, antes da chamada “Black Monday”, o Denver Broncos confirmou a saída do técnico Vic Fangio no domingo (9), após três temporadas no comando do time. Foram 19 vitórias e 30 derrotas, o que não foi suficiente para o treinador seguir na equipe de Denver.

Então chegamos a segunda-feira tão temida pelos técnicos. Foi então que mais três franquias anunciaram saída de treinadores e até de general managers. O Chicago Bears confirmou a saída do treinador Matt Nagy, já esperada por grande parte da mídia. Nagy, que venceu 12 de 16 jogos na sua primeira temporada nos Bears, obteve apenas 22 vitórias nas três temporadas seguintes e 27 derrotas. O General Manager da equipe, Ryan Pace, também foi demitido do cargo após seis temporadas. Já o Minnesota Vikings também confirmou a saída de Mike Zimmer, que deixou a equipe com 72 vitórias, 56 derrotas e 1 empate. Mas, após duas temporadas seguidas sem ir aos playoffs, a pressão foi forte e resultou na demissão do técnico. Além de Zimmer, o General Manager Rick Spielman também foi demitido dos Vikings, após nove anos à frente do cargo.

Todavia, a mais surpreendente demissão da segunda-feira na NFL veio da Flórida, onde Brian Flores foi demitido do comando técnico do Miami Dolphins. Flores vinha de duas temporadas seguidas com mais vitórias do que derrotas. Mas acabou sendo demitido por, segundo várias fontes, ter tido problemas com o quarterback Tua Tagovalioa ao longo da temporada, por não acreditar no seu talento para ser o titular de Miami. Na queda de braço, o dono da franquia Stephen Ross, optou em preservar o seu QB e demitir o técnico.

E mesmo após a “Black Monday”, a máquina de moer treinadores seguiu ligada na NFL. Na terça-feira, o New York Giants confirmou a saída do técnico Joe Judge, após apenas dois anos no cargo. Judge obteve apenas 10 vitórias em 33 jogos. Além dele, David Gettelman, o General Manager dos Giants, anunciou a sua aposentadoria e abrindo então as portas para uma profunda reformulação na equipe de Nova York para a próxima temporada. Enfim, fechando o ciclo de demissões (até o momento), o Houston Texans confirmou nesta quinta-feira (13) a saída do treinador David Culley, após apenas uma temporada, onde obteve quatro vitórias em 17 partidas no cargo. Sem contar com seu principal jogador, o QB Deshaun Watson (envolvido com problemas com a justiça), Culley pouco pode mostrar seu potencial numa franquia que a algumas temporadas vem tomando decisões controversas.

Os nomes da vez no mercado

E com variados times com cargos à disposição na NFL, a dança das cadeiras de treinadores deverá estar bem aquecida nas próximas semanas. Alguns nomes já despontam como favoritos a assumirem cargos para 2022. Por exemplo, Dan Quinn, que é atual o coordenador defensivo do Dallas Cowboys, já desponta como um dos nomes mais assediados no mercado. Além de Quinn, nomes como Brian Daboll (coordenador ofensivo do Buffalo Bills), Bill O’Brien (coordenador ofensivo da universidade de Alabama), Nathaniel Hackett (coordenador ofensivo do Green Bay Packers) e Doug Pederson (ex-Philadelphia Eagles) também devem ser fortemente ligados as franquias sem técnico. E não está descartado que outros técnicos ainda possam perder o emprego entre as equipes classificadas para os playoffs. O que pode tornar a temporada 2021 da liga recordista com relação a técnicos demitidos.

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