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Caio Rosa revela chateação por falta de chances no Cruzeiro, mas diz que pensou em ficar: ‘Bateu a dúvida’

A fila demorou a andar para Caio Rosa no Cruzeiro. Quando o atacante de 19 anos finalmente ganhava as primeiras chances na Série B do Brasileirão, uma reunião de fatores deu fim ao que estava apenas começando. A insistência do Al Sharjah, a crise financeira da Raposa e o sonho do atleta pela independência financeira resultaram na transferência da revelação azul ao clube dos Emirados Árabes, no início de outubro.

Pelo clube mineiro, Caio fez apenas quatro jogos profissionais, todos em 2020 – dois pelo Campeonato Mineiro e dois nas rodadas 12 e 13 da Série B.

Destaque da Raposa na Copa São Paulo, em janeiro, o jovem recebeu menos chances em relação a alguns colegas de posição da base, como Alexandre Jesus, muito utilizado por Adilson Batista no início da temporada, e Stênio e Riqulemo, apostas de Enderson Moreira. Questionado se houve decepção por ter sido empurrado para trás na fila por uma chance no time profissional, em papo com o Esporte News Mundo, o jogador foi afirmativo.

— Com certeza, fiquei muito chateado. Porque eu via gente não reserva, mas que esperava para eu jogar, subir jogando até de titular – e eu não tinha essa oportunidade. A gente fica um pouco triste, mas é opção técnica, não tem o que fazer, né? É trabalhar e continuar focado — Caio Rosa.

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E Caio trabalhou. Entre idas e vindas de técnicos na Toca da Raposa ao longo do ano, o jogador mudou de categoria cinco vezes, entre profissional e sub-20. A última vez que retornou à Toca I, casa dos times jovens do Cruzeiro, a mando de Enderson Moreira, coincidiu com o início do Campeonato Brasileiro da categoria.

RENASCIMENTO NO BRASILEIRÃO SUB-20

Pela competição de base, foi titular nas vitórias do Cruzeiro sobre Vasco e Santos, nas duas primeiras rodadas, e marcou um gol em cada jogo. Foi o suficiente para Ney Franco, sucessor de Enderson, “repromover” Caio. Seria a última vez. O atleta de 19 anos entrou durante os 45 minutos finais dos jogos com Ponte Preta e Cuiabá, e então, foi negociado.

O jogador, que costuma atuar pelo lado esquerdo do campo, lado hoje ocupado por Arthur Caíke na maioria das vezes, crê que teria condições de conquistar a titularidade caso permanecesse no clube mineiro:

—  Acreditava sim (que tinha potencial para ser titular) . Acreditava que, com trabalho, força de vontade, o Ney Franco ia me dar boas oportunidades ali.

As chances recebidas por Ney Franco e a consequente perspectiva de afirmação entre os profissionais do Cruzeiro quase seduziram Caio Rosa, que chegou a negar a primeira investida do time árabe, a ficar.

—  Bateu a dúvida, sim. Pensamos muito. Até neguei a primeira proposta, porque isso pesou bastante. E depois que veio a segunda, sentamos com o clube e vimos que era melhor. Mas a gente fica com aquele pesinho, né? – disse.

Caio deixou o Cruzeiro antes da derrota para o Sampaio Corrêa, no Mineirão, que resultou na demissão de Ney Franco, e não chegou a trabalhar com Felipão. Assim, foram três técnicos na temporada no time principal. O atacante tentou elencar os treinadores de acordo com o trabalho realizado com cada um deles:

— Passei um período maior com o Adilson, por isso, pode ter sido ele o que mais gostei de trabalhar. É um bom treinador. O Ney Franco trabalhei pouco, mas também gostei muito. Ele gosta da base, me deu bastante moral, eu estava gostando de treinar com ele. Pena que eu sai logo e não consegui dar sequência.

Caio Rosa estreou pelo Al Sharjah no último sábado (Foto: Twitter/Al Sharjah)

A entrevista na íntegra de Caio Rosa vai ao ar na próxima quinta-feira, no canal do ENM no Youtube.

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