Esportes olímpicos

Campeã olímpica, Ana Marcela cita prova perfeita e destaca a força do time feminino: ‘representatividade nas medalhas’

Foto: Satiro Sodré/CBDA

Ana Marcela Cunha entrou para a história do esporte brasileiro ao conquistar a medalha de ouro na maratona aquática dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. A baiana de 29 anos nadou os 10km na Marina de Odaiba com o tempo de 1h59min30s08. A atleta afirmou que ainda vai precisar de tempo para assimilar o feito histórico.

— Acho que ainda não sei direito. Só de ser medalhista já seria bizarro. Ser campeã olímpica eu vou precisar de um tempo para cair essa ficha, pela grandeza que é e de quanto a minha vida vai mudar a partir de agora. É o que eu sempre sonhei e de certa forma a gente se prepara para isso.

Ana Marcela se manteve entre as líderes da prova desde a largada. Na reta final disparou e deixou as concorrentes para trás com um corpo de vantagem. Dentre elas a holandesa Sharon van Rouwendaal, medalha de ouro na Rio 2016, que ficou com a prata. A australiana Kareena Lee completou o pódio. Na avaliação da brasileira, a sua performance beirou a perfeição.

— Toda prova a gente fala que poderia melhorar alguma coisa. Eu quero rever a minha prova pois assim a gente aprende muito e eu quero rever esse momento, da largada até a chegada e curtir isso. Eu estava feliz, estava nadando, fazendo aquilo que eu queria, mas eu não tenho a real noção de como foi a minha prova. Mas com a medalha de ouro, se a prova não foi perfeita, ela foi 99,9% perfeita.

A medalha de ouro de Ana Marcela Cunha foi a segunda do Brasil na maratona aquática, conquistadas só por mulheres. Em 2016, Poliana Okimoto ficou com o bronze. Os feitos do time feminino em Tóquio já entraram para a história com o recorde de pódios em uma só edição de Jogos Olímpicos. Ana Marcela afirmou que isso não está acontecendo por acaso e agradeceu a ajuda que as mulheres estão recebendo no esporte brasileiro.

— Mulher pode ser o que ela quiser. O tanto que a gente está recebendo de ajuda, de igualdade, tem uma representatividade nas medalhas do Brasil. O que o Comitê Olímpico está fazendo, de acreditar e ajudar, levando em consideração a meritocracia das coisas. Resultados são isso. Você conseguir ajudar com igualdade. As mulheres estão vindo com aquele gostinho especial e estou muito feliz, não só pela medalha, mas por ser campeã olímpica.

Outras respostas da campeão olímpica

Estratégia na prova
— Eu nunca imaginei estar aqui agora e ali no final, posso te dizer que eu tentei ser meio europeia, ter sangue frio, ter tranquilidade. Nós somos latinas, somos corações. Então eu fui muito mais razão do que emoção. Eu saio daqui querendo mais no ano que vem. Eu estou muito feliz.

O que representa a medalha
— A medalha é um bem material que representa muito, mas eu acho que a conquista e a glória, fica para sempre na história da modalidade e do Brasil. Acho que de certa forma, o lugar que ela ficar, por mais bonito que seja, é só um detalhe.

Apoio de outros medalhistas
— Quero agradecer ao meu clube, meus pais, minha namorada… Sonhava muito com uma medalha olímpica, mas representa muito ser campeã. Todos os brasileiros medalhistas me incentivaram muito, principalmente o Scheffer e o Bruno. É uma raia, uma chance, como eles dizem.

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