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“Ciclone bomba” causa estragos e afeta o futebol catarinense

Foto: Divulgação/Avaí

O ciclone bomba atingiu Santa Catarina na tarde da última terça-feira (30) e causou prejuízo para os clubes catarinenses. Além de estragos na estrutura de centros de treinamento, estádios e nos locais que as equipes se encontravam no momento do vendaval, o ciclone acabou adiando a reunião entre o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, e o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Rubens Angelotti, que definirá o retorno do futebol no estado.

Em entrevista à “Rádio Guarujá”, na manhã desta quarta-feira (1), Gean afirmou que a reunião com Angelotti teve que ser adiada possivelmente para próxima quinta-feira (2), pois sua prioridade agora são os estragos que o ciclone causou na capital.

Ele adiantou que o objetivo da reunião é avaliar o protocolo que eventualmente possibilite a volta exclusiva do Campeonato Catarinense 2020, e não de todas as atividades coletivas. Loureiro afirmou ainda que o protocolo tem que ser bastante rigoroso.

– Se nós abrirmos, estou falando de centenas de atividades coletivas que vão acontecer e vai ser uma flexibilização muito grande, não suportável nesse momento. Nós entendemos a questão dos times de futebol […] e a necessidade de fazer a final do campeonato, então a gente vai ter uma avaliação técnica, mas compreendendo essa situação de serem jogos pontuais com controle muito rigoroso. A gente está definindo ainda se é possível e que tipo de controle – disse.

Estragos

Clubes por todo estado sofreram algum tipo de prejuízo. Em Florianópolis, segundo o Avaí, vidros foram quebrados no camarote do Setor D, do Estádio da Ressacada, além de placas de proteção que se soltaram e chegaram a cair fora do estádio.

O Centro de Formação de Atletas (CFA) do clube também foi atingido, com placas soltas do banco de reservas. O prejuízo, de acordo com um levantamento inicial, gira em torno de 10 a 15 mil reais.

Camarote do Estádio da Ressacada foi atingido pelo ciclone bomba. Foto: Divulgação/Av

Enquanto isso, no Estádio do Guarani, na Palhoça, os jogadores do Avaí estavam no final do treinamento e a comissão encerrou as atividades por segurança. Apesar do susto, a comissão técnica e os jogadores não tiveram maiores problemas. 

O Figueirense, também da capital, teve poucos danos em seu estádio e centro de treinamento, onde apenas placas, lâmpadas e redes foram afetadas. Por sua vez, o Juventus de Jaraguá do Sul, adversário do Furacão do Estreito nas quartas de final do Catarinense, foi bastante atingido. O Estádio João Marcatto teve telhas quebradas e até parte de um muro da parte superior das arquibancadas despencou. O clube deve reparar os danos até o jogo que está marcado para o dia 09 de julho.

Em Camboriú, cidade do Marcílio Dias, o estrago foi grande no local em que o clube treinava. A estrutura do campo sintético foi destruída e atingiu o coordenador técnico Gelson Silva, que precisou ser levado ao hospital e levou 15 pontos na cabeça. Ninguém mais se feriu porque as atividades foram interrompidas minutos antes do teto cair. Gelson já se encontra em casa e passa bem.

Em nota, o Marcílio Dias ainda acrescentou que em seu estádio houve o deslocamento de tendas e placas, destelhamento da arquibancada coberta e ruptura de estrutura que segura a rede de proteção do estacionamento. 

Como ficou a Celd, local de treinamento do Marcílio Dias. Foto: Arquivo Pessoal

Já no oeste catarinense, a Chapecoense não teve grandes estragos além de algumas lonas danificadas. O treino também não foi afetado pelo ciclone. Em um tuíte, o clube prestou solidariedade a todos os atingidos. 

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