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Felipe Conceição aponta gramado como principal culpado pela derrota do Cruzeiro e fala sobre Yeison Guzmán

Felipe Conceição no confronto entre Pouso Alegre e Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro, no estádio Manduzão. Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro

O Cruzeiro perdeu para o Pouso Alegre, neste domingo (18), por 1 a 0, no Manduzão, em partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Mineiro. O técnico Felipe Conceição, em entrevista coletiva, criticou o estado precário do gramado, que não colaborou para que a Raposa colocasse em prática seu estilo de jogo.

— Um campo muito ruim. Atrapalhou muito a nossa performance no dia de hoje, dos atletas ditarem o ritmo do jogo, como estão acostumados. Até tivemos o controle da partida, mas não conseguimos coloca-la no nosso ritmo. Ficou um jogo mais parado, mais devagar, por causa do campo. Tivemos muita dificuldade de trocar passes rápidos e isso gera muitos erros, técnicos e individuais, que nem é culpa do atleta. Realmente, um campo como esse tem que se revisto para as próximas edições da competição. Acho que o Campeonato Mineiro está em um nível muito bom e vem melhorando a cada ano. As equipes do interior, como o Pouso Alegre, entre outras, são equipes competitivas, que vem demonstrando um bom trabalho. Mas o campo prejudica, não só equipe do Cruzeiro, mas o espetáculo. Isso pode ser revisto e quem sabe até ajudado pela Federação.

Para a partida, Felipe Conceição escalou novas peças entre os titulares. Matheus Neris, que vinha sendo utilizado no fim dos jogos, pegou a vaga de Adriano. Felipe Augusto, dono da assistência que classificou o Cruzeiro no confronto da Copa do Brasil, entrou no lugar de Airton. Já Rômulo, que vinha mostrando uma boa crescente e fazendo grandes atuações, esteve pela primeira vez entre os 11 inicias.

— Em relação à escalação, o Adriano vinha em um desgaste maior e a gente aproveitou para dar uma oportunidade ao Neris, não correndo o risco de sofrer nenhum tipo de lesão. Optamos por tirar um dos extremos, que foi o Airton, para que o outro jogasse menos tempo. A estratégia era que o Airton e o Bruno tivesse minutos menores do que vinham tendo nos últimos jogos, para controlarmos. Foram duas viagens desgastantes. Pra cá foram mais de cinco horas de ônibus. O Rômulo é um caso a parte, porque vem produzindo, vem lutando pela posição e hoje teve a oportunidade de iniciar a partida – afirmou Conceição.

Rômulo no confronto entre Pouso Alegre e Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro, no estádio Manduzão. Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro
Rômulo no confronto entre Pouso Alegre e Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro, no estádio Manduzão. Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

YEISON GUZMÁN

O Cruzeiro oficializou a contratação do meia Yeison Guzmán, de 23 anos, durante a semana. O jogador veio do futebol colombiano, especificamente do Envigado. Apesar da animação da torcida em relação ao atleta, Felipe Conceição destacou o período de adaptação que o atleta irá passar, visando, por fim, o acesso à elite do futebol brasileiro.

– A expectativa é que nos ajude. Ele é um atleta jovem, que vem de outro país. Vai ter um período de adaptação, o que é natural. A gente vai trabalhar bastante para que ele se adapte o mais rápido possível e, assim como os demais, nos ajude nessa temporada. Lembrando que o objetivo principal é chegar no final do ano e conseguir o acesso. Então, é mais uma peça que a gente traz com esse objetivo: fortalecer o clube para que, no final do ano, a gente consiga subir.

JOGADORES DA BASE

Felipe Conceição mantém o discurso de que “conta com todo mundo” e que, neste domingo, diante o Pouso Alegre, conseguiu “oportunizar atletas oriundos da base”. Marco Antônio e Stênio fizeram a primeira partida na temporada. Weverton, Matheus Pereira e Adriano frequentemente entram como titulares. Ainda, no elenco, a Raposa conta com César, Geovane, Lucas França, Lucas Ventura, Gui Mendes, Kaiki, Paulo, Thiago, Vinicius, Vitor Eudes, todos atletas da base e que, atualmente, compõem o time principal.

— A gente tem no elenco um bom número de jovens. É necessário ter cuidado para colocá-los na hora certa, no momento em que o atleta estiver realmente preparado. (…) A gente sabe o crescimento de cada um no dia-a-dia. No momento certo, quando a gente achar que o atleta está preparado ou que tem uma possiblidade, igual a de hoje, de oportunizar jovens, será feito. Não adiantar colocar por colocar. Atleta jovem a gente tem que ter paciência.

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