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Contratado por Perrella é ex-jogador, nega ser pai de santo e não revela serviço prestado ao Cruzeiro: ‘Quem pode falar é o Zezé’

O homem contratado por Zezé Perrella, no fim do ano passado, para prestar um serviço religioso ao Cruzeiro negou atuar como pai de santo. Em entrevista nesta segunda-feira ao “98 Esportes”, da “Rádio 98”, o capixaba Reginaldo Muller Pádua, residente de Guarapari-ESP, ao mesmo tempo que demonstrou respeito à prática religiosa, afirmou estar sendo alvo de gozações relacionadas à suposta atividade como babalorixá.

“Eu não tenho nada contra quem é umbandista, quem é do candomblé. Pelo contrário, tenho admiração e respeito por qualquer crença e doutrina. Mas simplesmente eu não sou, não sei de onde surgiu isso, isso tem me prejudicado. Tenho família, meus filhos, tenho amigos. Não vou falar que é uma discriminação, porque o fato de uma pessoa ser espírita é a crença dele. Temos que respeitar todas as doutrinas e crenças. Mas isso está se tornando alvo de gozações”, relata Reginaldo:

“Agora há pouco passou um amigo perto de mim e falou: ‘opaê’. Me zoando. Isso está me causando problema. Minha filha, que mora em São Paulo, me ligou: ‘pai, o que é isso? O senhor nunca foi bandido, o senhor agora é?’. Eu falei: ‘minha filha, isso foi invenção de alguém, uma calúnia’. Estou com um advogado que vai resolver esse problema pra mim. A fonte deles é mentirosa. Tenho admiração, já fui a centros espíritas como visitante, mas participar de umbanda, de candomblé, nunca participei”.

Passado como ex-jogador

O relação com Zezé Perrela não é o único vínculo com o futebol. Reginaldo, de 58 anos, foi jogador profissional por quase duas décadas. O ex-zagueiro disputou o Brasileirão de 1968 pelo Rio Branco, do Espírito Santo, e enfrentou times como Vasco, Atlético, Internacional e Corinthians. Piquete, como era conhecido, ainda afirmou ter feito carreira no futebol mineiro, atuando em clubes como Tupi, Democrata de Governador Valadares e Juventus de Divinópolis.

“Apesar de nunca ter jogado em uma equipe grande, fui jogador profissional por 18 anos. Joguei em Minas no Tupi, no Democrata de Valadares e por pouco tempo no Juventus de Divinópolis, que era presidido pelo Haroldo Calixto. Conheço várias pessoas”, conta, ao dizer que, assim, conheceu o ex-gestor do Cruzeiro.

“Prestei serviço ao Zezé Perrella, mas não vou falar qual foi o serviço, porque quem tem de falar é o Zezé. O Cruzeiro não me deve nada. Se estivesse devendo, eu estaria cobrando. O Cruzeiro não me deve nada. Eu nunca tive conversa com o Sr. Wagner Pires, o negócio foi com o Zezé. Só ele pode falar para vocês, não vou falar. Uma coisa eu garanto: não tem nada a ver com esse negócio de pai de santo, de babalorixá, que estão falando que eu sou. Se eu fosse pai de santo, assumiria em qualquer lugar. Mas não sou, nunca fui, e isso está me causando transtorno. São gozações, brincadeiras, colocaram isso na internet, todo mundo sabe disso”.

Apesar dos serviços prestados, o homem garante não ser amigo de Zezé Perrella, e que o Cruzeiro foi o único clube a procurá-lo.

“Não sou amigo dele (Perrella). Conhecer, a gente conhece tanta gente. Conheço Pelé, Ronaldo, esse pessoal todo. Já estive na casa do Ronaldo, mas não sou amigo dele. O Zezé é uma pessoa pública, que várias pessoas conhecem e já estiveram com ele. Mas não somos amigos e nem colegas”.

Serviço exclusivo ao Cruzeiro

“Nunca teve isso para ninguém, para clube nenhum. É o que estou te falando, quem vai poder falar isso pra você é o Perrella. Vocês são próximos, são repórteres, têm contato com ele direto. É ele quem pode falar se foi para isso ou aquilo, para fazer macumba, para contratar jogador, para pagar dívida. A única pessoa que pode falar é ele”.

Reginaldo Pádua confirmou o recebimento de R$ 10 mil pelos serviços prestados a Zezé, valor informado pelas reportagens.

“A documentação já saiu na internet. Fiz um trabalho para ele e fui pago por isso. Não neguei. Agora, a minha indignação é colocar títulos que nunca existiram e talvez nunca vão existir. É isso que está me incomodando”.

“Foi um serviço prestado pelo Zezé Perrella em benefício do Cruzeiro. Acho que se fosse diretamente para o Cruzeiro, não tenho contato com ninguém do Cruzeiro. Não conheço esse tal de Benecy e nem com o presidente Wagner Pires de Sá. Conversei com o Zezé, a gente combinou. Agora vou falar: não tem nada a ver com negócio de pai de santo e babalorixá”, ratificou Reginaldo.

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

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