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Corinthians completa três jogos seguidos sem marcar gols e escancara problemas ofensivos

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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O Corinthians empatou por 0 a 0 com o Red Bull Bragantino neste sábado (3). Com isso, chegou ao terceiro jogo seguido sem vencer e sem marcar gols. Além de mais um resultado ruim, o time comandado por Dyego Coelho mostrou mais uma vez as enormes deficiências na maneira de se comportar em campo.

A última vitória foi em 16 de setembro, contra o Bahia de Mano Menezes, na Neo Química Arena. Desde então, foram três jogos, uma derrota e dois empates. Diante o Sport Recife, o Alvinegro perdeu por 1 a 0. Em confrontos com Atlético-GO e Red Bull Bragantino, o placar foi 0 a 0 em ambos os jogos. Já são três jogos sem marcar.

Queda de rendimento do ataque nas últimas rodadas

Em certo momento no Brasileirão o Corinthians tinha o segundo melhor ataque da competição. Isso aconteceu após sete jogos do time na competição, depois do empate em 2 a 2 com o Botafogo, momento que equipe ainda era comandada por Tiago Nunes e tinha 11 gols marcados. Agora, depois de mais seis jogos, são 15 bolas na rede, sendo apenas quatro gols nas últimas seis partidas.

Além do momento ruim no quesito individual da maioria dos jogadores, o sistema coletivo não funciona. Os problemas na parte de criação são evidentes e não há triangulações, aproximações e amplitude no campo. A falta de repertório está escancarada e o time não consegue evoluir mesmo com semanas livres para trabalhar.

A atuação do Corinthians contra o Red Bull Bragantino

O Corinthians expôs todos os seus problemas ao longo do primeiro tempo. A começar pela saída de bola, que foi totalmente neutralizada pela marcação do Red Bull Bragantino. Com extrema lentidão e falta de passes verticais, a equipe de Coelho não conseguiu achar alternativas na fase inicial das jogadas.

Em situações que conseguiu quebrar a primeira linha de marcação, a parte criativa simplesmente novamente não existiu. Passes de lados e até para trás foram tônicas em um setor que é responsável por fazer jogadas agudas visando o gol. Nada disso ocorreu e o Corinthians foi ineficiente em transições, principalmente pelas más atuações de Otero e Luan.

Há apenas um lado positivo na etapa incial: a solidez defensiva, especialmente por conta da boa atuação da última linha, que impediu que o adversário construísse situações claras de gol e barrou a última bola ofensiva do Red Bull Bragantino.

Na segunda etapa, o Corinthians evoluiu no aspecto ofensivo, ficou grande parte do tempo no campo de ataque e buscou mais o gol com finalizações. Porém, se houve leve melhora no ataque, o sistema defensivo caiu de rendimento. E os problemas estão justamente na falta total de equilíbrio. O Bragantino achou espaços em transições e teve diversas chances de marcar gols.

Como conclusão, é possível dizer que o Corinthians não conseguiu ter o mínimo de evolução em mais que um setor durante os jogos. Se algo funciona melhor a partir de algum momento, o restante despenca.

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