Campeonato Brasileiro

Cuca manteve o modelo de Jesualdo na estreia, mas Peixe foi mais agressivo

Saiba tudo o que foi importante dentro de campo no empate entre Santos e Red Bull Bragantino na análise do colunista Rodrigo Coutinho

Foram apenas dois treinos e três dias de convívio com o elenco santista. Mesmo assim Cuca optou por dirigir o alvinegro praiano na tarde deste domingo, na estreia do clube no Brasileirão contra o Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro. Ele não fez grandes alterações iniciais nas ideias que o time apresentava com Jesualdo Ferreira, mas acrescentou intensidade e uma circulação de bola mais rápida. O empate por 1×1 foi até pouco pela produção ofensiva dos dois times. O ”Massa Bruta” teve organização, mas oscilou em alguns aspectos.

Cuca orienta os jogadores do Santos em sua estreia. Foto: Santos FC

O Peixe não teve desfalques para a estreia. Entrou em campo no mesmo 4-3-3 que já vinha sendo utilizado anteriormente. O Red Bull Bragantino apresentou algumas mexidas em seu time-base. Vitinho foi o desfalque e Weverson entrou no meio-campo. Cleiton, Fabrício Bruno e Alerrandro ganharam espaço no time. Júlio César, Ligger e Ytalo perderam. Um 4-1-4-1 bem posicional.

Como as equipes iniciaram taticamente.

Conseguir transformar algo conceitualmente seria impossível no pouco tempo que teve para preparar o Santos para estreia, mas certamente Cuca conseguiu detectar dois problemas que o time apresentava constantemente em 2020. Um deles a lentidão na troca de passes e consequentemente a pouca contundência em fase ofensiva. O outro a postura permissiva na abordagem de marcação. Houve considerável melhora nesses aspectos neste domingo.

O time seguiu atacando de forma mais posicional. Marinho e Soteldo sempre muito abertos, dando amplitude ao time. Diego Pituca na meia esquerda. Carlos Sanchez, mal mais uma vez, na meia direita. Alison como volante e os laterais quase sempre na ”base” da jogada, fazendo ultrapassagens só em situações específicas. A diferença foi o ritmo que a bola circulou e a mobilidade dos atletas dentro dos setores, buscaram mais interação no campo ofensivo.

Defensivamente também poucas mudanças de conceito. Seguiu a marcação zonal. Quando cada atleta defende o seu setor no gramado e não promove perseguições a adversários por outras faixas do campo. Certamente a maior diferença para aquilo que Cuca gosta. O treinador sempre foi adepto dos encaixes e perseguições. Veremos como conduzirá essa questão nos próximos jogos.

Soteldo e Marinho comemoram o gol santista. Foto: Santos FC

Novamente a alteração veio na postura. Houve mais ”pressão na bola” quando o adversário atacava. Ainda um pouco distante do ideal, mas o suficiente para fazer uma partida mais competitiva, inclusive com alguns bons movimentos de subida de marcação no 1º tempo. Boas pressões pós-perda também. Kaio Jorge roubou uma bola assim e sofreu o pênalti que Carlos Sanchez desperdiçou aos 18 minutos de jogo.

O Peixe foi mais perigoso de novo a partir das situações geradas de mano a mano com Soteldo pela esquerda, seja em contra-ataque ou em fase ofensiva. Mesmo caindo de produção no 2º tempo, o camisa 10 foi eficiente. Marinho marcou e foi o jogador mais perigoso em finalizações e assistências. Pará, Lucas Veríssimo e Vladimir fizeram um bom jogo. Luan Peres vinha bem, mas rebateu mal a bola do gol de empate do Bragantino nos acréscimos.

Faltou contundência e regularidade ao ”Bragabull”

Léo Ortiz divide com Uribe no 2º tempo. Zagueiro do Bragantino teve boa atuação. Foto: Santos FC

No sentido de organização o Red Bull Bragantino apresentou um jogo mais sólido que o Santos, mas faltou concluir melhor quando teve o domínio das ações e, sobretudo, mais intensidade na abordagem de marcação. Quando adiantava suas linhas, conseguia neutralizar a saída de bola santista. Foi bem dominante assim nos primeiros 15 minutos, mas não mantinha a ”pegada” quando marcava mais atrás.

As transições defensivas seguem sendo um problema do time também. Falta uma recomposição mais rápida e agressiva. O Peixe se aproveitou disso em vários momentos do jogo. Com a bola, ataque mais posicional com os pontas abrindo o campo e os meias infiltrando bastante na área. Criou oportunidades assim. Bom jogo de Edimar, Léo Ortiz, Artur e Ryller. Claudinho saiu do banco para empatar e Ytalo foi outro a entrar bem.

Se mantiver o nível de atuação ao longo da competição, o Red Bull Bragantino se manterá na primeira divisão sem maiores problemas. Cabe ressaltar a atitude de não se acovardar e sempre tentar a iniciativa de atacar a todo momento. Acrescenta à Série A desta forma!

A ficha do jogo com os detalhes da partida e a nota de cada atleta
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