São Paulo

Em entrevista, Daniel Alves afirma que o Brasil é um cemitério de técnicos e jogadores

Daniel Alves com a camisa do São Paulo
Fotos: Staff Images / CONMEBOL

Neste sábado (01), o portal inglês The Guardian publicou uma entrevista com o ala e meio campista do São Paulo, Daniel Alves. Nela, o jogador falou sobre a sua posição, Fernando Diniz e Copa do Mundo.

Daniel comentou sobre as suas atuações no meio de campo. O jogador comentou sobre as críticas que recebe por não ser a posição onde fez maior sucesso, na Europa e Seleção Brasileira.

“Eu estou sempre estudando para melhorar o meu desempenho. No entanto, infelizmente, eu vivo em um país onde Joshua Kimmich jogando como um meio campo é muito legal, mas eu jogando ali não é. Por quê? Eu posso jogar em qualquer posição. Eu jogava no PSG como meia. Quanto eu estava lá Tomas Tuchel disse me que o lado direito do campo era muito pequeno para mim, porque todos os bons jogadores precisam ter a bola todo o tempo.”

“Ele dizia que era um desperdício me ter como um lateral direito. No Brasil eu tenho que ser lateral direito porque eu sou o melhor lateral direito no mundo. Mas se eu retorno para a lateral eles vão dizer que eu sou muito velho. Mas olhe as estatísticas. Eu estou jogando bem. Qualquer um que trabalha comigo sabe o que eu posso fazer. Eu não sou um jovem que está começando agora. Minha cabeça diz apenas uma coisa: performance. Eu preciso performar. Esta é a minha obsessão.”

Em 2019, Alves foi o capitão e um dos destaques na Seleção Brasileira que foi campeã da Copa América. Agora, o jogador também quer participar do elenco que jogará a Copa do Mundo de 2022.

“A Copa do Mundo (de 2022) é um sonho que eu não vou esquecer. Eu vou lutar para me manter no mais alto nível e ter esta última experiência com minha seleção nacional. Este é meu desafio. E não é apenas sonhar. Eu vou competir.Agora é hora de trabalhar e construir. O que me motiva é a competição e meus sonhos. O tempo que eu viver eu vou lutar pelos meus sonhos.”

São Paulo

Daniel Alves ainda não conquistou nenhum título com o Tricolor. O jogador sempre se disse são-paulino e comentou sobre a perca do título na temporada passada.

O sonho de ganhar algo com o São Paulo passou perto no ano passado, mas nós perdemos uma vantagem de sete pontos na liderança e terminamos a temporada em quarto, cinco pontos atrás do Flamengo. Foi uma campanha turbulenta e que parece resumir a situação no Brasil. Na primeira divisão temos 20 clubes, 27 técnicos foram demitidos em 2020″, incluindo Fernando Diniz que Daniel Alves disse na entrevista que o considera como um dos três melhores técnicos com quem já trabalhou.

Fernando Diniz

Não é novidade que Daniel Alves é um dos maiores entusiastas de Fernando Diniz e foi um dos responsáveis pela sua contratação no Tricolor. O jogador rasgou elogios ao treinador do São Paulo na temporada passada.

Diniz é diferente da maioria dos técnicos. Suas ideias e o seu trabalho estão sendo sendo feitas. Você pode dizer ‘ele não ganhou o título’, mas eu não estou falando sobre isso. Eu estou falando sobre futebol. Eu admiro muito ele. Ele se importa com as pessoas, tem muitas ideias sobre futebol e sabe o que quer para o futebol”.

Para Daniel, um dos problemas que o treinador enfrenta é o sistema brasileiro, o qual chamou de um cemitério de técnicos e jogadores.

“Para ser honesto ele não é um técnico para o nosso país. O Brasil é um cemitério para técnicos e jogadores. Nosso sistema é baseado em coisas que sempre foram as mesmas. Quando você tenta algo diferente, as pessoas são contra porque se funcionar vai mudar todo o sistema.

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