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De olho em 2021: As carências e fortalezas do elenco do Palmeiras

Equipe do Palmeiras na comemoração do título da Libertadores (Foto: César Greco)

O Palmeiras começou a temporada 2021 um pouco depois de seus rivais, por disputas as finais da Copa do Brasil. 

Mas mesmo assim entrou forte na busca por reforços na equipe, com especulações envolvendo diversos jogadores. Mas, por enquanto a única contratação realmente encaminhada é de Danilo Barbosa, volante que vem do Nice, por empréstimo até o fim de 2021. No entanto, o time de Abel, com grandes fortalezas em diversas posições, uma base consistente de jovens promissores, precisa apenas de reforços pontuais em sua equipe.

As fortalezas do Palmeiras:

Onde estão as principais fortalezas do Palmeiras de Abel? 

O time em 2020, nos poucos meses e duas taças conquistadas, mostrou dificuldades nas viariações táticas, mas ao mesmo tempo uma consistência invejável de um padrão de jogo. Padrão este que depende de alguns pilares muito bem consolidados por Abel.

Na defesa, o Verdão tem não apenas um goleiro inquestionável, Weverton, mas tem também Gustavo Gómez e Vinã como peças chaves de uma solidez defensiva fundamental para um time que desenvolveu o contra-ataque e a saída vertical rápida como sua principal característica. 

Ainda defensivamente, mas já na transição, a volta de Felipe Melo, e jogando de forma muito regular ao fim da temporada, deu ao time um grau ainda maior de solidez, e de dificuldade aos adversários em quebrar as linhas de defesa do Palmeiras. 

Danilo, que foi por meses titular, ainda é uma opção boa para um meio campo ágil. Além de Menino, versátil jogando pelo centro e pelos lados, com ótima qualidade de passe para que o time possa ter uma saída rápida, fundamental para desenvolver o jogo de outra peça importante: Raphael Veiga.

Agora sim, chegamos ao nome que talvez tenha se provado uma das peças mais fundamentais de Abel, senão a mais. Raphael Veiga assumiu o meio-campo como seu com Abel, e se tornou o jogador responsável pelo funcionamento das saídas velozes e fatais do Verdão. Com um passe apurado como poucos, Veiga é definitivamente um dos melhores meias do país, e cai como uma luva quando tem pontas de velocidade ao seu lado. Sem ele, a principal fortaleza do time de contra-ataque mortal, se perde. 

No ataque, as promessas da base permitem o Palmeiras se concentrar apenas em buscar um reserva para Luiz Adriano. Rony foi crucial como jogador dupla dinâmica de Veiga nas jogadas em velocidade do Palmeiras, e Wesley voltou de lesão para mostrar que a vaga ainda é sua, e que tem totais condições de compor o trio de ataque.

As carências do elenco do Palmeiras: poucas, mas importantes:

A partida contra o River Plate expôs deficiencias do time do Palmeiras que se expressaram depois, tanto em partidas do Brasileirão, mas principalmente no Mundial de Clubes, na eliminação precoce para o Tigres-MEX.

Abel, pelo pouco tempo de trabalho, teve poucas condições de desenvolver variações para o esquema de jogo de saída rápida. O Palmeiras segue ainda um time que, quando precisa ter a bola em seus pés, no campo adversário, sem partir com espaços da sua defesa, tem muitas dificuldades.  É ainda um time limitado ao contra-ataque como principal ferramenta.

Esse é um ponto que, mesmo com defeitos, as peças de Abel o permitem repensar. Seja pela vasta opção de jogadores de meio campo, que o permitiram montar esquemas para ter a bola, seja Willian, atacante que sabe muito bem flutuar e abrir espaços para a chegada de Veiga de trás, como fez contra o Corinthians, na goleada por 4×0.

Já na defesa, fica clara uma falta de opções nas laterais, bem como de uma dupla para Gómez. Marcos Rocha e Mayke, por mais esforçados que possam ser, estão aquém do elenco do Palmeiras. Defensivamente são fracos, e expõe o lado que normalmente é composto por Luan na zaga, e ofensivamente, tem muito pouca qualidade com a bola nos pés.

Definitivamente a lateral direita é o ponto mais fraco deste Palmeiras, e onde a equipe mais necessita de reforço.

No meio campo, o Palmeiras carece e muito de uma opção à Raphael Veiga. Lucas Lima é um jogador que não se pode confiar quando ira jogar, e quando irá sumir do campo. Scarpa não é um armador propriamente dito, mas pode ser uma opção para se manter.

No ataque, nem Borré, pelo preço, nem Borja, pela petulância de pedir lugar cativo no time, podem ser opções. Luiz Adriano precisa de um reserva, e alguém que saiba jogar dentro da área. Ainda é um buraco que Abel martela a necessidade de reforços.

No fundo, as perspectivas para um Palmeiras recheado de bons jogadores e de bons jovens, são de consolidação ainda maior do trabalho de Abel. Resta saber se, taticamente, ele conseguirá superar as debilidades que a partida contra o River expuseram. E se terá tempo para tentar desenvolver mais as potências que tem com este elenco

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