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Filosofia, criatividade e gols: os desafios de Felipão no Cruzeiro

Filosofia, criatividade e gols: os desafios de Felipão no Cruzeiro
Foto: Cesar Greco / Palmeiras
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Recentemente, o Cruzeiro anunciou a contratação de Felipão para o comando técnico do time. Luiz Felipe Scolari será o quarto treinador celeste na temporada e terá que superar desafios que Adilson Batista, Enderson Moreira e Ney Franco não conseguiram. Além desses, Célio Lúcio, interino que comandou o elenco celeste no empate sem gols contra o Juventude, também não conseguiu fazer algo diferente até pelo pouco tempo de trabalho.

O Cruzeiro teve o seu segundo empate sem gols seguido na Série B contra o Juventude e amarga a 19ª colocação na competição com apenas 13 pontos. O recorte desses dois últimos jogos representa bem um dos grandes desafios de Felipão, que é fazer com que o time aumente o número de gols. Atualmente, a Raposa estufou as redes adversárias 15 vezes e foi vazado 16, resultando em um saldo de gols de um negativo.

Além disso, falando sobre a falta de produtividade no ataque, Felipão terá que fazer uma avaliação profunda dos centroavantes disponíveis. Marcelo Moreno tem dois gols pelo Cruzeiro no ano, sendo um deles de pênalti, além de ter feito um pela Seleção da Bolívia (três gols na temporada). Sassá já fez cinco jogos pela Raposa e não marcou nenhum gol, na temporada 2020 o camisa 99 marcou quatro gols pelo Coritiba em 18 jogos. Thiago tem três gols em 20 jogos. Zé Eduardo disputou 11 jogos e estufou as redes nove vezes, sendo todos os gols pelo Villa Nova e América-RN (entrou apenas uma vez em campo com a camisa celeste, entrando no segundo tempo).

Seguindo com outros problemas a serem consertados pelo novo técnico celeste, vem o esquema de jogo. O Cruzeiro não teve ainda em 2020 um esquema de jogo definido, com compactação entre os jogadores de meio de campo, com transição da defesa para o ataque com toque de bola e não apresenta triangulações. A verdade é que em um time com tantas mudanças de jogadores e treinadores em uma mesma temporada fica quase impossível encontrar uma filosofia.

Felipão terá que definir a dupla de zaga que deve ser titular, a dupla de volantes e quem será o centroavante. Essas posições sofrem mudanças quase em todas as partidas, o que dificulta entrosamento e afinidade dos jogadores em campo. E também, Luiz Felipe Scolari tem a difícil missão de fazer tudo isso e encontrar resultados urgentemente, pois a sua segunda passagem pelo Cruzeiro é bem diferente da primeira. A Raposa luta para sair da zona de rebaixamento para a Série C e precisaria vencer 19 de 22 partidas para conseguir um possível acesso. Perder ou empatar não são mais opções para o time celeste.

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