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Desgaste físico, longe de casa e mais: como chega o Santa Fe contra o Fluminense

Foto: Reprodução

Após o imbróglio sobre a mudança do local da partida, o Fluminense enfrenta o Santa Fe-COL, nesta quarta-feira, às 21h (de Brasília), no estádio Centenário de Armênia, na Colômbia, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. Na estreia, as equipes somaram apenas um ponto e buscam a primeira vitória no torneio. Será a primeira vez que o Tricolor enfrentará uma equipe colombiana na fase de grupos da competição.

A partida estava marcada para o estádio Metropolitano de Techo, em Bogotá. Entretanto, a prefeitura local publicou um decreto com medidas restritivas para conter a proliferação da Covid-19 e, entre as restrições, estava a proibição de eventos esportivos. Desta forma, o local do jogo foi transferido para o estádio Centenário de Armênia, cidade localizada a 290 km da capital colombiana.

O decreto atrapalhou os planos do Santa Fe-COL. O clube colombiano apostava na altitude de Bogotá para tentar dificultar a vida dos adversários de fora do país. A capital colombiana fica acima de 2.600 metros do nível do mar, altura suficiente para os rivais sentirem o ar rarefeito. Já a Armênia tem somente 1.480 metros de altitude – altura considerada abaixa da média para sentir os efeitos, de acordo com especialistas. Em entrevista ao Esporte News Mundo, o jornalista Omar Sanchez, da Rádio Caracol, da Colômbia, avaliou a mudança.

– (O Santa Fe) não vai jogar em sua casa, em Bogotá, a 2.600 metros de altura, o que já é uma vantagem para o Fluminense. O Santa Fe esperava mandar suas partidas em casa para aproveitar a altitude para tirar uma diferença diante de rivais mais difíceis, como River Plate e Fluminense – disse.

Para o duelo contra o Fluminense, o técnico Hàrold Rivera terá o desfalque do lateral-direito Arboleda, que foi expulso contra o Junior Barranquilla-COL, na primeira rodada da Libertadores. O treinador ainda não definiu o substituto. Para Omar Sanchez, da Rádio Caracol, da Colômbia, o experiente lateral é uma peça fundamental no ataque, e é um dos titulares absolutos do Santa Fe.

– A expulsão de Arboleda afeta muito. Arboleda é um lateral que apoia muito e se torna uma opção a mais pelo lado direito do ataque. Ele faz boas coberturas e, apesar da sua estatura, ele é muito veloz e é um dos titulares indiscutíveis da equipe de Hàrold Rivera – destacou Sanchez.

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Osorio marcou o gol do Santa Fe, de pênalti, no empate contra o Junior Barranquilla na estreia na Libertadores (Foto: Divulgação/Santa Fe)

Além disso, a equipe colombiana terá que superar o desgaste das últimas duas viagens à Barranquilla na última semana. No dia 22, empatou com o Junior por 1 a 1, na estreia da Libertadores, e no dia 25 foi derrotado por 3 a 1, pelo jogo de ida das quartas de final do Campeonato Colombiano. Com isso, o Santa Fe chega pressionado por um bom resultado em meio a uma semana decisiva.

– O Santa Fe chega um pouco desgastado fisicamente, pois na semana passada jogou duas vezes em quatro dias em Barranquilla. Na estreia da Libertadores, o Santa Fe mostrou atitude e esteve perto de ganhar do Barranquilla, mas a expulsão de Arboleda atrapalhou. Já na partida pelo Campeonato Colombiano, a equipe entrou com a mesma atitude, mas sentiu o cansaço e terá que reverter o resultado na partida de volta para se classificar à semifinal – afirmou Omar Sanchez.

Por fim, Omar Sanchez destacou a regularidade do Santa Fe como o ponto forte da equipe. No Campeonato Colombiano, o time de Hàrold Rivera está em segundo lugar com 33 pontos, apenas um atrás do líder Atlético Nacional, mas com uma derrota a menos. Por outro lado, no entanto, Sanchez ressaltou que o ataque não é dos melhores do país e causa um desequilíbrio na equipe.

– A regularidade é o ponto forte do Santa Fe na temporada. É um time que tem mantido um bom desempenho defensivo. Por outro lado, a equipe carece de uma referência no ataque – finalizou.

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