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Diniz avalia primeira vitória no comando do Vasco: ‘Importante para ganhar confiança’

Fernando Diniz
Rafael Ribeiro/Vasco

Depois de dois empates frustrantes, o técnico Fernando Diniz conseguiu a primeira vitória no comando do Vasco. O Cruz-Maltino venceu o Brusque, por 1 a 0, fora de casa, com um gol de Nenê. Após a partida, ele destacou a importância do resultado.

– Hoje foi um jogo muito importante para um ganho de confiança. A partida por si só era difícil, o gramado muito irregular. Eles subiram a marcação. Com a perda do Léo Matos, ficamos com um jogador a menos. Mas tínhamos que vencer o jogo. Há um trabalho constante para o externo não atrapalhar o interno. Fizemos dois bons jogos e empatamos. Hoje conseguimos a vitória em um campo com péssimas condições – analisou Diniz.

Com um jogador a menos desde o final do primeiro tempo após a expulsão de Léo Matos, o treinador foi obrigado a fazer ajustes para garantir o resultado.

– O primeiro ajuste que fiz foi colocar o Morato na lateral. Tentamos voltar assim para o segundo tempo, mas não estava bom. Em tese um time mais defensivo, mas não foi o que aconteceu. Ficamos mais seguros nas saídas, conseguimos chegar rapidamente. O Brusque tem o jogo aéreo, conseguimos segurar. O Vanderlei teve uma ótima atuação, precisamos muito dele para sair com os três pontos – completou Diniz.

Outras respostas de Fernando Diniz na coletiva:

Nenê:

Minha relação com ele vem de um tempo atrás. Joguei contra quando ele estava no Paulista e eu estava no Fluminense. Temos amigos em comum. Sempre admirei demais o futebol do Nenê. Na primeira chance que tive para trabalhar comigo, eu levei para o Fluminense. Assim que cheguei no Vasco, teve essa possibilidade. Ele é um exemplo pela paixão no futebol. Acrescenta muito, tem gosto de jogar. Tem dinheiro envolvido, futebol tem dessas coisas, mas o Nenê é um apaixonado, assim como eu. Formamos uma dupla interessante. Ele tem essa paixão pela bola, contagia os companheiros, os torcedores e tem muito a nos ajudar nessa tarefa que temos a cumprir. O Nenê é um jogador muito diferente. Essa experiência conta muito. Ele não vai ter o vigor de um garoto de 20 anos, mas compensa de outras formas. Vai decidir, tem carisma… Hoje ele ficou até o final, achei que ele estava com cãibras.

Bola aérea 

A bola parada para algumas equipes é a força número um. O Brusque foi assim. Treinamos muito a bola parada. O gol anulado foi de uma bola parada. Mas depois soubemos nos defender bem, eles tiveram muitos escanteios e fomos bem. Estávamos com um jogador a menos, eles colocaram muitos jogadores grandes e fomos bem. Mas concordo que temos que melhorar. Tanto na parte individual quanto na parte zonal.

Walber:

Contra o Goiás também terminamos com Walber, Castan e Ricardo. Embora com três zagueiros, jogamos com uma linha de quatro. Eles estavam tendo muita bola aérea. Então crescemos mais o time, deixamos o time mais seguro, e demos mais liberdade para o pessoal da frente

Clima no vestiário

Clima de muita alegria, obviamente com um pouco de alívio. Uma comemoração de muito merecimento de um time que se entregou no jogo e nos treinamentos. Desde a minha chegada eles vêm se entregando, honrando a camisa do Vasco e trabalhando para conseguir esse acesso à Série A.

Ricardo Graça

Sempre gostei do Ricardo Graça contra jogava contra. Jovem, campeão olímpico. Não é qualquer um que ganha uma medalha olímpica. E é um jogador que, desde que cheguei aqui, só evolui, trabalha muito, sabe bastante do Vasco, está aqui há muito tempo. Tem muita alegria para dar aos vascaínos. 

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