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‘Ele trouxe a confiança de volta’, afirma Leandro Castan sobre o retorno de Vanderlei Luxemburgo ao Vasco

Foto: Reprodução/ Vasco TV

Recuperando a boa fase após ter atuações abaixo do normal, o zagueiro Leandro Castan participou de uma entrevista coletiva na Vasco TV, via videoconferência, na tarde desta quinta-feira (14), no CT do Almirante, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Além de comentar sobre a melhora do seu futebol, Castan falou do ex-treinador Ricardo Sá Pinto, Benítez e da chegada de Luxemburgo:

– Eu acredito que passamos por um momento muito difícil, de turbulência, um momento muito complicado. Onde nada estava dando certo. A Maíra (Lemos – psicóloga), sou suspeito para falar dela. A admiro muito como profissional. Eu até dei uma declaração, que ela colocou na rede social dela ontem. Me ajudou muito. Acho que para o momento que a gente vivia, a chegada do Vanderlei foi fundamental para a gente. Em pouco tempo, ele trouxe a confiança de volta.

Castan destacou que não só Luxemburgo trouxe essa mudança, mas também toda a comissão técnica, que foi muito elogiada pelo jogador:

– Não só ele, mas como toda a comissão. Com a capacidade profissional de todos que vieram. Do professor (Antônio) Mello, do Maurício Copertino, do Daniel (Félix)… A chegada de todos eles têm sido fundamental para a nossa retomada. Como o professor sempre fala, temos um campeonato de 12 jogos, jogamos dois já, e nosso objetivo é manter o Vasco na Primeira Divisão.

CONFIRA OUTROS TRECHOS DA COLETIVA

MUDANÇAS ESTRUTURAIS DO VASCO DE 2018 PARA O DE 2021

O que eu posso falar, é o que eu vivi, nesses anos que estou aqui. Acho que, estruturalmente, teve uma mudança muito grande. Principalmente no que se diz a respeito do CT. É uma mudança muito grande de onde treinávamos, fazíamos a coletiva no sol… Então, acho que teve uma mudança significativa a respeito disso. É o que eu posso falar, daquilo que estou vendo. Claro, acho que também não conseguimos dar o resultado dentro de campo. Acho que nosso melhor momento foi em 2019, com o Vanderlei, conseguimos levar o time para a Sul-Americana. Acho que a gestão Campello plantou essa semente. Espero que a próxima gestão ou em um futuro próximo, o Vasco possa conquistar coisas dentro de campo.

BENÍTEZ

O Martín (Benítez) é um cara querido por todo mundo. Se deu muito bem com o nosso grupo. É um argentino “muito brasileiro”. Está o tempo todo brincando. Estamos muito felizes de tê-lo conosco, pois sabemos da qualidade dele. Já nos ajudou muito dentro de campo. Tenho certeza, que com a volta dele, ficaremos muito mais forte dentro de campo.

MUDANÇAS DO CLUBE COM A CHEGADA DE LUXEMBURGO

O que ele trouxe, foi ele vindo para cá. Só a presença dele aqui, realmente, mudou o clima, aquele entusiasmo que estava faltando. No final do ano passado as minhas últimas atuações não estavam do jeito que o torcedor estava acostumado a ver. Sou um cara que se cobra muito e eu não estando bem, acabou me jogando lá para baixo. Esse momento que eu passei aqui, de ser questionado, serve de aprendizado para mim. Não importa se sou mais experiente ou não, estamos sempre aprendendo. Pode ter certeza que tirei muita lição disso. Fiquei muito chateado, porque, às vezes, quando você está mal, algumas pessoas querem te jogar mais para baixo ainda. Fazem com o momento ruim se torne péssimo.

TRABALHO DE RICARDO SÁ PINTO E CHEGADA DE VANDERLEI

Eu até mandei uma mensagem para o antigo treinador, Ricardo Sá Pinto, quando ele foi embora, pedindo desculpas pois não consegui jogar no meu nível com ele. Deixei bem claro para ele isso, que em nenhum momento foi de sacanagem, como algumas pessoas falavam. Infelizmente, não deu certo, não deu liga. Com a chegada do Vanderlei, já conhecendo todo o grupo, deu uma confiança muito grande para a gente, desde o início, junto com sua comissão que é muito qualificada. Em poucos treinamentos, “as pernas voltaram a ficar vivas novamente”. Conseguimos fazer dois grandes jogos. Mas, como o Vanderlei cobra, foram apenas dois jogos, faltam 10 ainda. Então, temos que voltar a ter sempre essa concentração, Estar desse nível para mais, pois sabemos que a reta final do Campeonato Brasileiro é muito difícil.  Temos esse objetivo que é manter o Vasco na Primeira Divisão, pois infelizmente, foi o que restou para a gente esse ano. Um ano que foi atípico, com tudo que aconteceu, essa doença… você contrair esse vírus, ficar 10 dias fora, voltar e ter que jogar em dois dias. Foi uma loucura, situação inédita para todos. A gente fica frustrado pelo ano que passou, mas temos esses 10 jogos para manter o Vasco na Primeira Divisão e manter o trabalho do Vanderlei.

SEQUELAS DA COVID-19

Para mim, é difícil falar se tive sequela ou não. Depois do que já passei na minha vida, todas as coisas são mais fáceis. Às vezes acabo esquecendo que eu não sou um super-herói. Tive a Covid-19, tive diarreia, nada mais, mas nada de pulmão. Mas fiquei debilitado sim, com certeza. Nos últimos dias de Covid-19, consegui correr na esteira, em casa. Lembro quando voltei, na sexta-feira, fui treinar e o treinador pediu para eu jogar com o São Paulo, no domingo, e disse que não dava. Fiquei no banco. Na quarta-feira estava em campo, ou seja, com três treinamentos. Mas, em nenhum momento uso isso como desculpa porque todo mundo estava passando por isso.

RECUPERAÇÃO DO SISTEMA DEFENSIVO

Acho que isso tem a ver com o modo de jogar. Eu sempre falei que quando a gente não toma gol, não é só a defesa. Quando toma muito gol também não é. É um todo. Tenho exemplos muito claros disso na carreira. Tive um treinador na Roma que não ligava para quantos gols tomasse, importante era quanto fazia. “Prefiro ganhar de 5 a 4 do que 1 a 0.” O time jogava daquele jeito. Fazíamos muito gols, mas também levava muito. Eu jogava com o Marquinhos, do PSG, tomávamos quase dois gols todos os jogos e no fim, saíamos como os melhores em campo. Acho que a questão de tomar ou não gols tem a ver com o método de jogar.

IMPORTÂNCIA DE BRUNO GOMES

Vanderlei voltou e acha que é fundamental ter um primeiro volante. O Bruno Gomes dá uma proteção muito grande para nós. Além de ser um menino que dispensa comentários, tem tudo para ser um dos melhores primeiros volantes do Brasil. Está dando uma proteção muito grande para a gente. Com certeza estamos muito mais protegidos, e o time todo está correndo, marcando e intenso.

PRIMEIROS IMPACTOS DE LUXEMBURGO NO TIME

Na primeira conversa do Vanderlei, ele já disse que queria que o time jogasse futebol. Que tentaríamos sair jogando lá de trás. Passou total confiança para a gente. No primeiro tempo do jogo com o Atlético-GO, jogando fora de casa, a gente teve uma superioridade muito grande em posse de bola, que era uma coisa que a gente não tinha mais. A gente jogava sempre sem a bola. Acho que foi esse o primeiro impacto. O Vanderlei passou a confiança de que a gente precisava jogar futebol.

ELOGIOS A WERLEY

Werley é amigo pessoal, um cara conheço desde a categoria de base. Sou dois anos mais velho do que ele. Lembro que a gente morava no mesmo alojamento, lá no Atlético-MG. Conheço ele de longa data. Um cara que mesmo quando estava fora, eu falava para ele ter paciência. Sempre quando nós jogamos juntos, conseguimos fazer grandes jogos. Ele tem liderança, mostrou que está pronto. Era um momento que o Ricardo ia sair jogando, e infelizmente, teve problema de saúde, e o Werley conseguiu fazer um grande jogo contra o Atlético-GO e também contra o Botafogo. Fico feliz por ele, porque é um cara trabalhador e que merece estar bem. Fico torcendo pelo seu sucesso sempre.

MOMENTO POLÍTICO DO CLUBE

Estamos vivendo com naturalidade. Tendo um treinador como o Vanderlei, com tanta bagagem, blinda a gente de muitas coisas. Estamos focados, realmente, nos últimos 10 jogos. Esse é o pensamento de todo o elenco. Não tem outro pensamento que possa vir a cabeça neste momento. O único foco que temos agora é disputar esse “campeonato de 12 jogos” como Vanderlei disse quando chegou aqui.

JOGOU NO SACRIFÍCIO COM PROBLEMA NO TORNOZELO

Poucas pessoas sabiam disso, mas eu não gosto de falar sobre isso. Não quero nunca que seja uma desculpa. Realmente tive um problema que estava me dificultando para jogar, acho que seria muito fácil ficar fora com gelo no tornozelo, esperando desinchar, para voltar a jogar. Porém, o momento nosso era muito ruim. Então, eu preferi estar em campo recebendo as pedradas.

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