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Eliminação na Sul-Americana prejudica planejamento financeiro do Fluminense

Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

A vitória por 10 a 1 diante do Oriente Petrolero (BOL), na quinta-feira passada (28), pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, mostrou o poder de reação da equipe do Fluminense, apesar da missão (quase) impossível na busca pela classificação. Por outro lado, a queda precoce, em mais uma competição internacional, impacta diretamente no orçamento traçado para a temporada 2022.

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O elenco do Fluminense foi montado sob a expectativa de um grande desempenho na Copa Libertadores, como aconteceu em 2021, quando a equipe chegou às quartas de final da competição. No planejamento inicial, a diretoria colocou como previsão chegar à fase de grupos do torneio. A eliminação para o Olimpia (PAR) na Pré-Libertadores foi um baque nas finanças do clube. Em termos de valores, o Tricolor Carioca deixou de arrecadar, aproximadamente, R$10 milhões – montante referente a diferença entre o que a Conmebol paga pelas fases de grupos da Libertadores e da Sul-Americana.

Para diminuir o prejuízo, o Fluminense precisaria chegar, pelo menos, às semifinais da Sul-Americana, onde receberia US$1,9 milhão – cerca de R$9,1 milhões, na cotação atual. Com eliminação no campeonato, o clube arrecadou apenas US$900 mil – aproximadamente R$4,3 milhões na cotação atual. Com as duas competições, o Tricolor recebeu R$9,8 milhões, valor que não chega nem a metade da premiação da Libertadores 2021, quando o clube ganhou quase R$20 milhões.

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Até o momento, o Fluminense atingiu pouco mais de 14% do previsto no orçamento inicial. A previsão para 2022 é de R$67 milhões em premiação e para a meta ser cumprida, o Tricolor das Laranjeiras precisa de melhorar o desempenho tanto no Campeonato Brasileiro, quanto na Copa do Brasil.

Ainda que os salários na CLT estejam em dia, o Fluminense deve os valores referentes ao direito de imagem do mês de abril e precisa pagar a última parcela do 13º do ano passado. A venda de Luiz Henrique para o Real Betis (ESP), em uma transação que pode chegar a R$70 milhões, mantém o sinal de alerta ligado nas Laranjeiras para que a diretoria cumpra com os compromissos firmados no início da temporada.

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