Campeonato Brasileiro

Média de gols sofridos pela Chapecoense cai, mas a de gols marcados também; confira as estatísticas

Max Peixoto/PRESSINFOTO via Imago Images

Faltando uma rodada para o fim do primeiro turno, a Chapecoense caminha para fechar a primeira metade do Brasileirão 2021 sem vitórias. A campanha se equipara à do América, do Rio Grande do Norte, em 2007, a pior da história dos pontos corridos até então.

Divisor de águas nas comparações, a 12ª rodada marcou a última vez (até agora) que a Chapecoense sofreu 3 gols na mesma partida. As outras 6 partidas disputadas desde então demonstraram mudanças na postura da Chapecoense. O setor defensivo, um dos principais problemas da Chape no campeonato (se não o principal), melhorou desde a 12ª rodada, onde o time estava com uma média de quase 2 gols sofridos por partida. Em contrapartida, a equipe também parou de marcar gols no mesmo ritmo que vinha fazendo até a derrota para o Cuiabá, quando perdeu por 3 a 2, somando 11 gols marcados e 23 gols em 12 jogos.

MENOS GOLS SOFRIDOS

ARTE: ESPORTE NEWS MUNDO

A Chapecoense parou de sofrer tantos gols. Nas últimas 6 rodadas a média foi de 1 gol por partida. Nesse período, foram 3 derrotas e 3 empates. Essa redução no número de gols marcados se deve à basicamente 3 fatores:

  • 5 dos 6 times enfrentados pela Chapecoense entre a 13ª e a 18ª rodada estão na parte de baixo da tabela
  • Dos 6 times, apenas o Santos tem média de mais de 1 gol por jogo, com 19 gols marcados em 18 rodadas
  • O zagueiro Jordan, reforço da Chape, vem demonstrando um bom futebol

Porém, nesses 3 jogos, a Chapecoense também demonstrou uma característica preocupante: o time não tem a menor habilidade em segurar resultados.

Nas últimas 6 rodadas, foram 3 aberturas de placar para o Verdão

  • Contra o Grêmio, Anselmo Ramon marcou no início de jogo, mas a Chape levou a virada ainda no primeiro tempo e saiu derrotada por 2 a 1.
  • Contra o América-MG, com 1 jogador a menos, a Chape marcou aos 42 do segundo tempo com Anderson Leite, mas sofreu o empate aos 48, e deixou a vitória escapar.
  • Contra o Atlético-GO, Anselmo Ramon botou a Chape na frente no 1º tempo, de pênalti. Aos 48 do segundo tempo, também de pênalti, o time goiano empatou. O pênalti, na verdade, foi praticamente uma justiça sendo feita para o Atlético, pois a Chapecoense inexistiu na segunda etapa, podendo facilmente ter levado o empate mais cedo. Os goianos até tiveram um golaço de bicicleta anulado por milímetros de impedimento de seu atleta. O empate, mesmo na penalidade, foi merecido.

MENOS GOLS MARCADOS

ARTE: ESPORTE NEWS MUNDO

Se por um lado a Chapecoense parou de sofrer tantos gols, por outro o ritmo da equipe no ataque também diminuiu. Entre a 13ª e a 18ª rodada, foram 3 gols marcados, em dois empates e uma derrota. O ataque da Chape não acompanhou a evolução defensiva, no momento certo para sair do zero em número de vitórias. Dois fatores, que ficaram escancarados em alguns momentos nesses últimos 6 jogos, podem nos ajudar a entender um pouco mais essa queda:

  • O time tem um sério problema com finalizações. Chances claras são desperdiçadas mais frequentemente do que deveriam.
  • A Chape não propõe ataque, e muitas vezes não sabe o que fazer com a bola no pé. Vive de contra ataques que geralmente são mal sucedidos, e em erros da defesa adversária. Defesa razoavelmente consistente=chance mínima de gols da Chape.

O primeiro turno está praticamente encerrado, restando apenas o duelo contra o Fluminense. A chance de cair para a série B já é muito maior do que a de permanência na série A. A diretoria possivelmente irá, ou deveria, reforçar o time desde já para a disputa da segunda divisão de 2022. A Chape campeã da ‘segundona’ 2020 perdeu muitas peças importantes, ensinando uma lição importante: não basta montar elenco competitivo, tem que segurar ele. Lição esta que o Verdão aprende amargamente na lanterna.

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