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Flamengo abre o jogo sobre retorno de Vinicius Junior

(Foto: Divulgação/ Flamengo)

Bap explica por que o Flamengo ainda não pode sonhar com Vinícius Júnior, detalha bastidores da contratação de Paquetá e comenta a renovação de Filipe Luís

Foto: Divulgação/ Flamengo

O Flamengo voltou ao centro das atenções internacionais após o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, conceder entrevista ao jornal AS, da Espanha. Em meio a especulações e expectativas da torcida, o dirigente tratou de colocar os pés no chão ao falar sobre o futuro do clube, especialmente em relação a um dos seus maiores ídolos recentes: Vinícius Júnior.

O tema ganhou força depois de uma brincadeira feita pelo diretor José Boto durante a apresentação de Lucas Paquetá, que reacendeu o debate sobre uma possível volta do atacante do Real Madrid. No entanto, Bap foi direto ao afirmar que, neste momento, a ideia não passa de uma projeção distante, incompatível com a realidade financeira e esportiva do clube.

Realidades diferentes, decisões calculadas

Segundo o presidente rubro-negro, a comparação entre Paquetá e Vinícius Júnior esbarra em momentos de vida e carreira completamente distintos. Enquanto o meia retornou ao Brasil buscando estabilidade pessoal e proximidade da família, o atacante segue em plena ascensão na Europa.

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Bap destacou que uma eventual negociação envolvendo Vinícius exigiria valores muito acima da capacidade atual do Flamengo. Para ele, a diferença salarial e o status do jogador no mercado internacional tornam qualquer tentativa inviável no curto prazo. Por isso, classificou o assunto como parte da imaginação dos torcedores, ainda que tenha reforçado o carinho do atleta pelo clube.

Apesar disso, o dirigente fez questão de lembrar que Vinícius mantém forte vínculo com o Flamengo. Sempre que está no Brasil, frequenta o Maracanã, encontra amigos e demonstra apreço pela instituição. “Ele é sempre bem-vindo”, afirmou, mas reforçou que, por ora, o retorno segue fora do alcance.

Na entrevista, Bap também abordou os detalhes da contratação de Lucas Paquetá. Ele confirmou a existência de cláusulas que garantem ao West Ham um percentual em caso de futura venda. Segundo o presidente, a medida é justa e protege os interesses do clube inglês, evitando prejuízos caso o jogador seja negociado rapidamente por altos valores.

O dirigente revelou ainda que, diante de uma proposta expressiva, como uma oferta de 100 milhões de euros, o Flamengo analisaria a situação, sempre respeitando a vontade do atleta. Para ele, o consentimento do jogador é parte central de qualquer decisão.

Por fim, Bap comentou sobre a renovação de Filipe Luís, ressaltando que as negociações envolveram não apenas aspectos financeiros, mas também perspectivas de carreira. O presidente explicou que o técnico pensa no próprio futuro profissional, enquanto o clube precisa planejar a longo prazo.

Nesse processo, ele reforçou que a participação da presidência é fundamental em todas as grandes decisões. Seja em renovações, contratações ou vendas, Bap afirmou que é papel do dirigente ouvir, analisar e aprovar cada passo.

Com isso, a entrevista deixou claro que, apesar dos sonhos da torcida, o Flamengo segue priorizando responsabilidade, planejamento e realismo na construção do seu futuro.

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