Geral

Glover Teixeira credita ‘disciplina’ por evolução e chance de cinturão do UFC aos 42 anos

Divulgação/Facebook Oficial UFC Brasil

Não são muitos os lutadores que, acima do 40 anos, são capazes de fazer grandes performances no MMA. Glover Teixeira é uma das exceções a esta regra e, neste sábado (30), quando enfrentar Jan Blachowicz pelo cinturão meio-pesado do UFC, quer mostrar que idade é nada mais do que um número.

Aos 42 anos, o brasileiro terá a chance de ser o atleta mais velho do país a se consagrar campeão do Ultimate. Chegar a este nível numa idade em que muitos estão em curva descendente ou até aposentados ou em outros esportes de combate é algo que, para o mineiro, teve como fator a postura de disciplina que adotou com o passar da carreira.

– Antigamente, eu era lutador, brabo. Não me disciplinava tanto. Fora do camp, eu ficava muito acima do peso. Bebia cachaça, cerveja, e chegava lá e saía na porrada. Hoje, eu me disciplino muito, vivo como um atleta de verdade e foi isso que me ajudou – declarou Glover ao Combate.

– O metabolismo fica devagar, a gente tem que se adaptar à situação, não é coisa fácil. Realmente, não é fácil estar aqui com 42 anos. Você tem que ter uma força de vontade e uma disciplina muito grandes. Isso é importante para qualquer atleta e, principalmente, se tiver mais velho. Não me importo se as pessoas me chamarem de velho, sou velho no esporte, claro. Mas tenho disciplina e sabedoria e a gente tem que procurar conhecimento e a gente tem isso. Vai ser bom isso de ser o campeão mais velho do Brasil no UFC e motivar ainda mais essa galera para fazer mais e mais – completou o brasileiro.

LEIA TAMBÉM

+ PFL: Brasileiros brilham e levam prêmio de US$ 1 milhão para casa

+ Blachowicz exalta Glover antes do UFC 267: ‘Tenho que estar pronto para a melhor versão dele’

Glover Teixeira não é estranho a title shots, tendo encarado em 2014 Jon Jones e sendo mais uma das vítimas do então praticamente imbatível campeão meio-pesado. Ao falar sobre aquela primeira chance, o lutador de Sobrália (MG) admitu que, naquela época, não se via tão focado quanto se vê agora.

– Quando lutei com o Jon Jones, dei tudo de mim no octógono, não consegui trazer o cinturão, mas não dei tudo de mim na preparação para aquela luta. E isso que aprendi nessa luta. Vou dar tudo de mim no octógono e dei tudo de mim na preparação – disse.

Click to comment

Comente esta reportagem

O seu endereço de e-mail não será publicado.

As últimas

To Top