Editorial

Governo mais perdido do que o do Rio de Janeiro não existe

Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)

O Rio de Janeiro é o local que tem o melhor combate no mundo nesta pandemia da Covid-19, mais conhecido como coronavírus. Exemplo para todo o planeta. Revoluções que deram certo em todos os sentidos. Zeramos os novos casos da transmissão do vírus, então podemos voltar para a normalidade. Certo? Errado. Muito errado. Quem dera que o nosso querido estado e nossa linda cidade já estivessem assim, assim como todo o planeta, mas infelizmente estamos muito longe da chegada deste momento.

Hoje, o Rio de Janeiro é o melhor exemplo do que não deve ser feito em nenhum lugar do mundo durante o combate ao coronavírus. A esperança é que o Poder Judiciário acabe com estes absurdos – neste fim de semana, o Ministério Público do Rio entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal para que seja derrubado o relaxamento das medidas restritivas, no geral, na cidade, e a grande sensibilidade dos ministros deve fazer os absurdos que o Governo e a Prefeitura do Rio de Janeiro cessem de maneira definitiva, enquanto a medicina não mostre o contrário.

São shoppings abertos, comércios de rua liberados, transportes públicos lotados, pontos que já vão contra às medidas dos médicos e especialistas em todo o mundo, mas com a última deste fim de semana todos os limites possíveis foram ultrapassados. Senta aí: a Prefeitura do Rio de Janeiro, comandada pelo prefeito Marcelo Crivella, liberou um terço do público nos estádios de futebol a partir de 10 de julho. A Uefa, organizadora do maior campeonato de futebol do planeta, a Liga dos Campeões da Europa, deveria prestar atenção no RJ e seguir o modelo do belíssimo Campeonato Carioca, e não fazer jogos só em agosto, em sede única e com portões fechados (contém ironia).

Fim de mandato incrivelmente bizarro desta gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro, fazendo o povo carioca ter saudade de Eduardo Paes. Os níveis das decisões absurdas, desumanas, ridículas, tristes, só vão indo para os piores possíveis. Nenhum apreço pela população. Estão esquecendo do principal que é cuidar das pessoas. E não se cuida das pessoas colocando-as em risco. É só olhar os números, as estatísticas, para que prevenção, né? Libera tudo e seja o que Deus quiser? Não pode ser assim. Jamais. O STF precisa para ontem acatar o pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro. Governo mais perdido do que o do Rio de Janeiro não existe.

Ou vão me dizer que os políticos que tomam estas decisões estão realmente acreditando que estão tomando as melhores decisões? Acreditando que dentro do estádio os torcedores realmente vão cumprir o distanciamento social, usar máscara o tempo todo, se proteger do coronavírus? É só ver como muitos agiram desde março, no início da pandemia, já que nunca tivemos um respeito pela quarentena, como deveria ser respeitada. A volta dos jogos já é controversa em si, mas a presença de público todos os clubes e jogadores precisam ser unânimes: não dá. Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e os demais clubes precisam se impor e falar que com público não haverá jogo. Pelo bem de todos.

Um comentário

Um comentário

  1. Pingback: Kyrgios não poupa Zverev após o alemão furar o isolamento prometido

Deixe uma resposta

As últimas

Ao topo