Grêmio

Muitos cruzamentos, poucos gols: Grêmio abandona DNA que levou aos títulos do Brasil e da América

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
— Continua depois da publicidade —

O Grêmio vem mostrando um jogo que não está agradando os torcedores na temporada de 2020. Apesar disso, o tricolor conquistou o tricampeonato Gaúcho, esteve 15 partidas invicto no ano e não perdeu para o grande rival. Mas então qual é o motivo da insatisfação? Os números não são “favoráveis”?

Acontece que está havendo uma cisão no estilo de jogar futebol que estava intríseco no DNA do clube nos últimos anos. O futebol com muitos cruzamentos, posse de bola inefetiva e lenta e poucos gols. O Grêmio vem mostrando pouco repertório ofensivo, pouca variação tática e muitos erros técnicos. Até o quesito anímico, que nos últimos anos vinha sendo um forte do tricolor ser uma equipe resiliente, parece não se encontrar mais na equipe.

Motivos da queda se desempenho


Uma das respostas para essa pergunta são os números da eficiência ofensiva. Segundo dados do SofaScore, na partida contra o Sport, o Grêmio teve 33 finalizações, mas apenas sete a gol. Indo mais a fundo, apenas o gol marcado por Pepê foi uma situação real de gol. Ou seja, o tricolor tem muito volume, mas isso não quer dizer que é produtivo.

Outro dado preocupante são as bolas alçadas na área. Contra o Sport, foram 48 cruzamentos, com apenas 29% de acerto e nenhum resultou em gol. A média gremista no Brasileirão é de 21,8 cruzamentos na área por partida, sendo que apenas um resultou em gol. Renato Portaluppi comentou sobre a insistência aérea do Grêmio:

– O Grêmio tem feito mais cruzamentos hoje em dia porque temos um grande cabeceador na área. Isso é o beabá do futebol – disse.

O Grêmio tem apenas quatro tentos no campeonato em seis partidas e não apresenta alternativas ofensivas. Cruzamentos são recursos historicamente ineficientes, pois apesar de ter sua parcela de gols históricos (vide o próprio Grêmio da década de 90 com Jardel), são alternativas que contam com aleatoriedade de acertar ou não tal fundamento, além do cabeceio ou chute.

No clube campeão de 16/17 da Copa do Brasil e Libertadores, o tricolor tinha uma média de sete cruzamentos por jogo, muito controle de jogo e posse de bola, acuando o adversário para dentro da sua defesa. Os gremistas precisam resgatar tais fundamentos para sonhar novamente com conquistas grandes para o clube.

Para saber tudo sobre o Grêmio, siga o Esporte News Mundo no Facebook, Twitter e Instagram.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

As últimas

Ao topo