Fortaleza

Intensidade, versatilidade e visão de mercado: o que esperar de Juan Pablo Vojvoda no Fortaleza

foto: divulgação/union la calera

Após tanto mistério, finalmente o Fortaleza anunciou seu novo comandante. Trata-se do argentino Juan Pablo Vojvoda, de 45 anos, que acumula passagens por Talleres-ARG, Huracán-ARG e, mais recentemente, Union Calera-CHI, onde foi vice-campeão chileno e levou o clube a disputar uma Libertadores inédita. Para quem acompanha a fundo o futebol sul-americano, é fácil entender e conhecer os trabalhos de Vojvoda. Porém, a grande maioria dos torcedores não é familiar ao treinador, ainda mais por ser jovem.

O perfil colocado na mesa pelo Leão era de um treinador que jogasse para frente a todo instante, com intensidade, esquecendo o futebol burocrático e pobre de Enderson Moreira. Com o argentino, a tendência é que isso realmente aconteça, já que Vojvoda é conhecido por entregar times que gostam de trabalhar desde a base, no goleiro, sendo propositivo e chegando com velocidade ao último terço do campo.

A palavra intensidade precisa ser destacada aqui. Com a bola, ele sempre tenta deixar uma equipe leve, de bastante velocidade para sufocar o adversário. Sem a redonda, a mesma ideia: pressionar lá em cima e recuperar a bola o mais rápido possível, exatamente para acelerar de forma correta. Quando se observa os trabalhos do argentino, percebe-se times que, mesmo propositivos, jogando em alta intensidade e volume, tinham responsabilidade nas transições e defesa.

A versatilidade também é outro termo bem observado nas passagens de Vojvoda. Ele não se apega apenas a um esquema, podendo usar três zagueiros ou um funcional 4-2-3-1. Depende bastante do que ele tem nas mãos, do jogo (adaptável ao adversário) e como ele vê o time melhor utilizado. Isso também acontece bastante durante os jogos, com a equipe variando durante a mesma partida, dependendo das situações e cenários do próprio. É um técnico sem medo de testar e mudar, sendo antes ou durante o jogo.

Outro ponto importante é: visão de mercado. Por ter trabalhado em clubes modestos, alcançando sucesso na grande maioria, o treinador de 45 anos conhece jogadores, sejam mais jovens ou experientes, de preço acessível ao orçamento do Fortaleza. Mercados como o argentino, uruguaio, colombiano, chileno e equatoriano deverão ser observados com ainda mais “carinho” pela diretoria leonina, pela quantidade de bons nomes a preços bons para o clube.

Também vale destacar que Vojvoda trabalha muito com a base, algo que o Fortaleza vem tentado “resgatar” desde a temporada passada, fazendo investimentos para uma melhora na categoria. A expectativa é que o argentino utilize um ou outro destaque na equipe principal, já que preza bastante isto também.

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