Um protesto inusitado marcou a partida entre Atlético Independiente de Cochabamba e Wilstermann Cooperativas de Potosí, pela Copa Simón Bolívar. Nos minutos finais do confronto, o goleiro Gabriel Tesonotte decidiu não tentar defender uma cobrança de pênalti marcada pela arbitragem.
O jogo estava empatado em 2 a 2 quando o árbitro Carlos Arteaga assinalou a penalidade após considerar que Tesonotte havia cometido falta no atacante Junior Adiri. Os jogadores do Wilstermann Cooperativas contestaram a decisão, considerada injusta pela equipe.
Como o torneio não conta com o auxílio do VAR, Arteaga manteve a marcação. Foi então que Tesonotte, em forma de protesto, deixou a meta e permaneceu parado ao lado da trave direita.
Adiri foi para a cobrança e, sem encontrar resistência do goleiro, balançou as redes. O gol definiu a vitória do Atlético Independiente por 3 a 2, em um final marcado pela polêmica.
Goleiro diz que decisão foi tomada pelo grupo
Após a partida, Tesonotte explicou que a atitude não partiu exclusivamente dele. Segundo o goleiro, os jogadores conversaram depois da marcação do pênalti e chegaram juntos à decisão de não tentar impedir a cobrança.
“Foi uma forma de protesto, porque fomos a Cochabamba em busca dos três pontos e nos deram um pênalti que não existia”, afirmou.
Tesonotte também disse que havia conversado com Junior Adiri antes da cobrança e que os dois teriam combinado uma atitude de fair play diante da situação. Mesmo assim, o atacante decidiu cobrar e marcou o gol da vitória.
O resultado deixou o Wilstermann Cooperativas derrotado por 3 a 2. De acordo com a fonte, a equipe precisa vencer a última partida da segunda fase para avançar às oitavas de final da competição.
