A partir de 2026, o UFC iniciará um longo período em que a Paramount, através de suas plataformas, exibirá as lutas e os cards da organização nos Estados Unidos (e também no Brasil). A companhia pagou à principal promoção de MMA do planeta algo em torno de US$ 7,7 bilhões (R$ 41 bilhões) por um vínculo de sete anos.
Com tais valores investidos, há a esperança de que as bolsas e os salários dos lutadores possam receber um reajuste, algo bastante reclamado nos últimos anos. Mas um dos envolvidos no primeiro card desta nova era do Ultimate ainda não viu quaisquer ganhos
No media day do UFC 324, neste sábado (24), em Las Vegas, Justin Gaethje comentou declarações feitas por Daniel Cormier, ex-campeão da organização e que trabalha atualmente como comentarista desta, de que os lutadores ‘já estariam ganhando mais’ com o novo acordo televisivo em relação ao anterior, com a ESPN. Mas o peso-leve, que enfrentará Paddy Pimblett, afirmou não ter tido nenhum ganho a mais em termos financeiros do que antes em sua carreira.
– Ouvi dizer que o Daniel Cormier que todo mundo está ganhando mais neste card. Mas eu não estou ganhando nem um dólar a mais se esse contrato não tivesse sido feito – disse Gaethje.
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Com o novo contrato televisivo do UFC, uma novidade foi o fim das vendas de pay-per-views dos principais eventos da empresa. Estes, que eram comercializados à parte nos contratos anteriores, agora poderão ser vistos por qualquer usuário assinante do Paramount+. E isto afetou contratos de alguns atletas, que recebiam uma porcentagem (os ‘pontos de PPV’) das vendas dos pacotes dos cards em que lutavam.
Quando foi perguntado em entrevista sobre se haveria aumento das bolsas dos atletas para os eventos do Ultimate, Dana White afirmou que os valores ‘iriam aumentar’, embora não tenha revelado os novos valores e também as métricas que deverão ser usadas para tal, como os bônus de performance, outra parte importante dos ganhos dos lutadores.