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Luís Castro elogia atuação do Botafogo, mas cita melhorias que precisam ser feitas para os próximos jogos: ‘Priorizar alguns pontos’

Luís Castro Botafogo

O técnico Luís Castro comentou sobre a vitória do Botafogo em entrevista coletiva. Confira o que o comandante português falou:

Foto: Divulgação/Botafogo

Na noite deste domingo (17), o Botafogo conseguiu se impor fora de casa e derrotou o Ceará, conquistando sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Victor Sá e Erison (2) marcaram os gols do confronto. Nesse sentido, o treinador Luís Castro falou sobre o desempenho da equipe em coletiva de imprensa pós-jogo.

O comandante português valorizou o resultado positivo e elogiou a equipe, mas deixou claro que existem algumas melhorias a serem feitas para melhorar o rendimento do time nos próximos confrontos.

– Se estivermos juntos como nos primeiros 15 minutos, perto da nossa baliza, o adversário que nos sufoca. O que queremos é ganhar bolas em zonas mais altas no ataque. Precisamos de mais tempo no ataque, no primeiro tempo isso não aconteceu. Deixamos o Ceará ter jogadas rápidas. Isso não aconteceu no segundo tempo, por isso fomos melhores no jogo.

Castro também elogiou o Ceará e o técnico Dorival Júnior, e citou o momento em que o adversário empatou e pressionou bastante no fim da etapa final. Segundo o técnico, a equipe soube sofrer e melhorou no segundo tempo, mas precisa melhorar no posicionamento.

– Nós tivemos jogadores com muitas dificuldades físicas, vocês viram. Isso aconteceu também porque a equipe do Ceará é muito boa. Eles não perdiam há muito tempo. O Dorival trabalha muito bem, veio de vitória sobre o Palmeiras. Não entramos mal no jogo, entramos controlados. Depois do 1 a 1, ficou incontrolável, o Ceará teve grande nível e poderia ter marcado o segundo gol. Soubemos sofrer no lado físico e mental, mas não no lado posicional. Precisamos sofrer um pouco mais à frente e não abdicar do que queremos do jogo.

O treinador ainda comentou sobre o rendimento ruim da equipe na bola aérea defensiva.

– O Ceará é muito forte na bola parada, que é um momento decisivo do jogo. Queremos trabalhar isso, mas também muita coisas. Precisamos priorizar alguns pontos, e esse é um deles. Vamos ser melhores nas bolas paradas para anular esse perigo.

O Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (20), contra o Ceilândia, às 21h30. O duelo, válido pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, será disputado no Mané Garrincha.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Luís Castro

Ambiente no estádio

– O ambiente no estádio estava incrível e sentimos a nossa torcida o jogo todo. Isso fez parte do grande resultado, então dou parabéns aos jogadores e à torcida.

Tempo de preparação

– A pré-temporada é feita, normalmente, em cinco ou seis semanas. E isso não é à toa. O jogador não aprende o jeito de atacar e defender em poucos dias. Eles estão acostumados a jogar de uma forma, e a mudança leva tempo. Alguns se adaptam mais rápido, outros demoram mais. Quando jogamos com sete ou oito jogadores que ainda não controlam muito bem o que queremos, pode se instalar o caos. Os lados físico e mental têm que estar mais presentes nesses momentos.

Estratégia no segundo tempo e entrada de Romildo

– No segundo tempo nós precisávamos encontrar espaços, e o Romildo é um jogador fantástico para isso. Nossa estratégia foi essa, e funcionou. Quando ganhamos, todas as substituições são maravilhosas. Quando perdemos, o treinador é um burro. Sabemos como isso funciona.

Arbitragem

– A equipe de arbitragem teve muito caráter, na minha opinião, muita solidez. Controlou do início ao fim. Foi algo que me impactou. E as equipes também, tanto a nossa quanto a do Ceará. Todos nós promovemos um bom espetáculo.

Daniel Borges

– O Daniel é um jogador de corredor. Os jogadores têm que se adaptar a qualquer posição da linha. O lateral pode jogar tanto na direita quanto na esquerda, precisa ter isso no seu controle. O Lima (do Ceará) corta muito para dentro, justamente para o pé do Daniel, e foi uma preocupação para fechá-lo também.

Confiança na equipe

– Tenho muita confiança nos meus jogadores. O futebol não admite lamentações. Temos que fazer o nosso jogo independentemente de termos mais ou menos jogadores. Com ou sem reforços, nosso trabalho seria de construção dessa equipe. Espero poder contribuir nessa caminhada, que será muito difícil, mas tenham certeza que há muita vontade de todos.

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