Futebol Internacional

Manchester City e a incoerência no Futebol europeu

Nick Potts via Imago Images
Foto: Nick Potts via Imago Images

Neste domingo (18) foi oficializada a criação da Superliga que terá participação de 12 equipes da Espanha, Itália e Inglaterra. Um novo diferente para o Futebol mundial onde os mandatários visam apenas a questão do lucro e deixam de lado as equipes “menores” dos cenários nacionais e internacionais, como Napoli, Valência, Leicester, entre outros. Que tem um poder aquisitivo inferior e mesmo assim tentam competir de igual para igual com Real Madrid, Juventus e Manchester United.

O incoerente Manchester City mostra dois lados da moeda, o primeiro em fevereiro de 2020 a equipe quase foi penalizada no fair play da UEFA pelos gastos enormes em contratações e supostas fraudes em patrocinadores. Na época, nove rivais ingleses se posicionaram a favor da punição para a equipe de Pep Guardiola. Entre eles, Arsenal, Manchester United, Liverpool, Tottenham, Chelsea, Leicester, Wolves, Newcastle e Burnley. O City usou como argumento que Bayern de Munique e PSG também fizeram coisas incorretas no Fair Play e não foram punidos. No final das contas, o time inglês acabou não sofrendo penalidades.

Os torcedores do clube enalteceram Ferran Soriano, diretor executivo e também e o presidente Khaldoon Al Mubarak pela defesa do clube contra a UEFA. Aproximadamente um ano depois, o City é uma das 12 equipes que lideram a criação da superliga europeia, junto com clubes que estiveram contra ele no passado. Hoje esses mesmos torcedores se sentem traídos pelos dirigentes do clube.

“Estamos trabalhando com outros torcedores do City e também com grupos de torcedores dos outros 5. Parlamento, a FA, a UEFA precisam agir e os torcedores para protestar e desafiar essa liga franquia estúpida. Nosso comitê se reúne esta noite para revisar o relacionamento com o clube.” – diz o comunicado de um grupo especifico de torcedores do Manchester City.

Um dia o dinheiro e poder financeiro do Manchester City foi motivo de quase exclusão da Champions League por duas temporadas, hoje é usado para tentar monopolizar o Futebol junto com outros clubes. Enquanto o torcedor que sempre esteve com a equipe é deixado de lado.

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