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Opinião: Demissão precoce de Marcelo Chamusca não é solução para o Botafogo

Foto: Vitor Silva/Botafogo

O início de temporada do Botafogo não é dos melhores, a equipe ocupa apenas a 5ª posição do Cariocão, e os recentes resultados ruins movimentaram muito os torcedores alvinegros nas redes sociais nos últimos dias. Muitos já pedem uma troca de comando técnico no Glorioso, mesmo com tão pouco tempo de trabalho.

Na temporada o Glorioso disputou 9 jogos, sendo 8 pelo Carioca e 1 pela Copa do Brasil, com 3 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. O aproveitamento da equipe é de 48%.

Reconstrução

O Botafogo está passando por um ano de extrema importância no processo de reerguer e levar o time de volta para a primeira divisão nacional. Com o orçamento muito reduzido por conta da drástica queda do valor recebido pela cota de televisão, uma das principais fontes de renda do clube, o alvinegro teve de realizar mudanças importantes no elenco e contratar reforços com uma outra diretriz se comparada ao último ano.

Depois de trazer um time inteiro de reforços, a espinha dorsal da equipe titular é bem diferente da que atuava na temporada passada. Com a saída de alguns titulares, e a chegada de novos jogadores. Além de uma mudança no estilo dos treinadores. Barroca, último técnico na temporada 2020, gostava de mais posse de bola e muita troca de passes, já Chamusca, prefere uma transição rápida com ataques mais diretos, o que requer adaptação do elenco e tempo de trabalho.

Virtude em falta

Um dos grandes vícios do futebol brasileiro no século são as constantes trocas de treinadores. Até por isso foi criada a nova regra pela CBF, de que um clube só pode ter dois treinadores durante o Brasileirão, e um técnico só pode trabalhar em duas equipes diferentes. Uma busca em reduzir essa sina das diretorias de trocar o comando técnico com muita frequência.

Na temporada passada o próprio Botafogo foi uma das vítimas dessas trocas. Já que teve, ao todo, cinco treinadores (efetivados) ao longo de toda temporada. A manutenção de Alberto Valentim do fim de 2019 para demiti-lo após o primeiro turno do Campeonato Carioca, a demissão de Paulo Autuori e a chegada e saída “na velocidade da luz” de Ramón Díaz foram alguns dos principais fatores que levaram o Glorioso a ter um ano tão conturbado em 2020.

Não à toa o treinador de melhor rendimento na última temporada foi quem ficou mais tempo, Paulo Autuori teve 22 jogos no comando e 45% de aproveitamento. Além de ter sido responsável pelo melhor momento do Botafogo na temporada, a vitória no confronto contra o Vasco na Copa do Brasil.

Realidade

O alvinegro fez uma escolha sigilosa e pensada na hora de contratar o treinador na temporada 2021. Trouxe alguns reforços pedidos por Marcelo Chamusca, como o meia Ricardinho. Agora falta dar tempo para ele trabalhar, dar respaldo ao técnico, colocar em prática o “profissionalismo”, tão pregado no discurso da nova diretoria de General Severiano.

É importante que o Botafogo dê tempo para Marcelo Chamusca trabalhar e evoluir a equipe, já que terá um ano tão complicado pela frente. A confiança no trabalho do treinador será um fator essencial para que o clube possa atingir seu principal objetivo na temporada, a volta para a Séria A do Brasileirão. E não uma repetição de erros que levaram o clube a ter um dos piores anos de sua história.

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