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Opinião: Passou da hora do Internacional entender que briga contra o rebaixamento

Andrey Heuler/Imago Images

A briga do Internacional, no Campeonato Brasileiro, já está definida. Um dos favoritos antes do torneio começar, e atual vice-campeão, o Colorado está decepcionando no cêrtame nacional. Com apenas três vitórias, em 14 jogos, o colorado estacionou na parte de baixo da tabela e vê a zona de rebaixamento cada vez mais próxima.

Na 14ª colocação, o Internacional está apenas 3 pontos acima do São Paulo, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Esse fato, aliado a um próximo confronto diante do Flamengo, e das recentes péssimas atuações do colorado, como no empate contra o Cuiabá, deveria ligar um sinal de alerta no Beira-Rio. No entanto, o discurso de alguns dirigentes ainda não colocam a tranquilidade fora do Z-4 como prioridade.

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Em entrevista recente para o site “GE”, o ex Vice-Presidente de Futebol do Internacional, João Patrício Herrmann – afastado nesta segunda-feira (02) – afirmou que o Colorado ainda pode se classificar para a Libertadores, afinal ainda existem 72 pontos em disputa. No entanto, em nenhum momento o dirigente afirmou que a prioridade é escapar do rico de Z-4, para dar tranquilidade ao elenco.

Todo torcedor colorado lembra de, em 2016, ano do primeiro, e único, rebaixamento até então, que os discursos dos dirigentes eram parecidos. Em determinado momento, o presidente do Internacional na época chegou a afirmar que “time grande não cai” e nunca se preocupou, de fato, com o rebaixamento, e sim com aonde a equipe poderia chegar.

Ignorar o problema da zona de rebaixamento internamente, não vai fazer nenhum bem para o Internacional. É preciso que a diretoria entenda que precisa agir para tirar o time dessa situação, seja mudando membros da alta cúpula ou parte do elenco. O projeto de corte de gastos precisa existir, mas de nada adiantará se resultar em rebaixamento.

A diretoria, no entanto, não é a única culpada pela atual fase do Internacional. Os atletas do elenco colorado, seja por falta de confiança ou preparo físico, estão rendendo muito abaixo do que o esperado. Edenilson, por exemplo, já até admitiu querer deixar Porto Alegre, negando renovação de contrato, mas segue atuando como titular, e as vezes capitão. No empate contra o Cuiabá, por exemplo, foram constantes os passes para trás, a não arrancada onde haviam espaços e a falta de entrega para voltar a marcar.

Independente do que venha a ocorrer na diretoria do Internacional, ou com o elenco colorado, a temporada já está definida. Até as últimas rodadas, muito também por conta das dificuldades anímicas dos atletas, o colorado brigará para não ser rebaixado. E, caso nada mude severamente nos corredores do Beira-Rio, a tendência é entrar no Z-4 para lá ficar até dezembro.

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