Atlético-MG

Opinião: Suspensão de árbitros é alerta para Atlético contra o Boca e anti-jogo, em La Bombonera, pode pesar

Foto: Staff Images / CONMEBOL

O Atlético voltou da La Bombonera com um empate em 0 a 0 contra o Boca Juniors. Em um mundo normal, seria um resultado para ser comemorado, mas as circunstâncias do jogo deixaram um gostinho de que o Galo merecia mais. Para acrescentar nos diferenciais, a Conmebol suspendeu os árbitros da partida, que anularam um gol dos argentinos.

+ Atlético vende mais de 40 mil ‘Mantos da Massa’ em menos de dois dias e bate próprio recorde

A atuação da comissão de árbitros (campo e VAR) foi bastante ruim no jogo. Em campo, um árbitro que parecia não entender a grandeza do jogo e não estava preparado para apitar, deixando ser levado pelas conversas dos argentinos – isso inclui Nacho Fernandez, do Galo. No VAR, primeiro um problema de comunicação e depois chamando para o árbitro ir ao vídeo ver o lance do gol.

Segundo a Conmebol, foi um “erro grave” a anulação do gol. No entanto, foi um lance claramente interpretativo, em que há inúmeras pessoas defendendo a falta e inúmeras defendendo que não houve nada. Ou seja, um lance que não era para o VAR, mas na forma como ele é utilizado na América do Sul, era normal que ele intervisse. Sendo assim, fica entendido pelos especialistas em arbitragem que não houve um erro grave como a Conmebol colocou (e como ocorreu no jogo entre Cerro x Fluminense). A entidade dá a entender que o fato de anular o gol do gigante Boca, é um erro grave, mesmo sendo um “erro comum” e frequente nas competições do continente.

Esse fato tem que acender mais uma questão no lado atleticano. Já era esperado que o Boca, muito inferior tecnicamente, coletivamente, individualmente e fisicamente, fizesse um jogo truncado, com a famosa catimba argentina, tentando achar um gol e, caso não ache, apostam nos pênaltis. Agora, é esperado isso mais ainda e o Galo também pode esperar que decisões a favor do clube serão pensadas duas vezes antes de serem marcadas.

Principal peça ofensiva do Atlético, Hulk pouco pegou na bola e, quando pegou, não tinha muitas opções de passe por conta do Atlético estar todo recuado. Foto: Pedro Souza / Atlético

Nesse sentido, o anti-jogo que o Atlético praticou na Argentina pode penar para o time. Se entrar em campo com a mesma ideia, o sonho da Libertadores pode ir para o ralo. Um gol achado dos argentinos já complica muito a vida do alvinegro. Em caso de eliminação nesse sentido, vai ficar a ideia de que se tivesse tentado atacar na Argentina, a história seria outra. Ao mesmo tempo, como já falado, o Galo é superior em todos os sentidos em relação ao Boca, e deve fazer disso um fator para não deixar que eles imponham o anti-jogo deles.

+ Cuca elogia trabalho de marcação do Boca e afirma: ‘Não jogamos pelo empate’

Click to comment

Comente esta reportagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

As últimas

To Top