Conmebol Libertadores

Santista da zona leste, de ‘menino da fila’ a menino da Vila…torcedores do Santos contam histórias antes de final da Libertadores

Foto: Divulgação/Twitter Santos Futebol Clube

O maior patrimônio do clube, sem dúvida, é o seu torcedor. O Esporte News Mundo, entrevistou torcedores do Santos, que desde crianças sentem o significado de amor pelo clube do coração. 

A reportagem conversou com Wellington Lima, jornalista de 31 anos, Lilian Garcia, fotógrafa de 28 anos e Cauê Azevedo, consultor tributário de 29 anos.  

Neste bate papo, abordou diversos assuntos como a herança familiar da paixão pelo clube, a primeira vez no estádio, o título do Peixe que ficou marcado, o trabalho de Cuca e principalmente a expectativa para o jogo diante o Palmeiras, na final da Libertadores neste sábado (30), às 17 horas no estádio do Maracanã.

Paixão que vem de família

A paixão sempre tem um início e originalmente tem um laço familiar. Para o jornalista Wellington a paixão veio através do seu padrinho que contou histórias do Santos, e isso foi um dos motivos para criar um laço de amor ao clube.

– Eu estava com 7 anos de idade, uma criança sonhadora, rodeado de corintianos e são Paulinos, na zona Leste de São Paulo. Tinha tudo para ser corintiano ou são paulino. Mas, o padrinho com seu poder de persuasão, começou a contar inúmeras histórias do Santos, comecei a prestar bem atenção naquele uniforme enigmático, todo branco – lembrou o comunicador

A fotógrafa Lilian revelou que a paixão pelo Santos foi repassada pelo seu pai e transmitida aos seus irmãos;

– Minha paixão pelo Santos, foi de pai para filho(s) (risos). Eu e meu seis irmãos, nascemos com uma certeza, que éramos santista e amávamos o Santos Futebol Clube – lembrou Lilian

O consultor tributário Cauê revelou a reportagem que sua mãe, foi a incentivadora para torcer para o Santos, além dele seus irmãos também;

– Eu nasci santista, minha mãe é santista e aprendeu a torcer para o Santos com o irmão mais velho dela e passou para todos os filhos – revelou o torcedor

A primeira vez no estádio 

O torcedor nunca esquece, quando vai pela primeira vez ao estádio. Para os entrevistados, cada visita ao local da partida de futebol, foi em contextos diferentes. Seja debaixo de chuva, com lágrimas e sentimos fortes e até um jogo simples de Campeonato Paulista.

Wellington, contou a reportagem que a primeira vez que assistiu uma partida de futebol do Santos, foi no clássico San-São no estádio do Morumbi. 

Se meu padrinho não tivesse contado as histórias do Santos de Pelé, talvez, estaria falando como são-paulino’

– Assisti meu Santos Futebol Clube jogar pela primeira vez, ao vivo, no estádio do Morumbi. Tomamos uma chuva surreal e pior que isso, o Santos perdeu o jogo por dois a zero, gols de Juninho Paulista e Valdeir. Detalhe, o goleiro do Santos tomou um frango! Se meu padrinho, não tivesse contado as histórias do Santos de Pelé, talvez, estaria falando como são paulino. – ironizou o entrevistado.

Lilian falou que sua primeira experiência em estádio foi no clássico entre Santos e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro de 2016 na Vila Belmiro. Ela revelou, cada detalhe do seu sentimento durante a partida. 

‘Com certeza, vou levar para o resto da vida’

– Foi em 2016, meu coração transbordava de emoções! A cada degrau que eu subia na arquibancada da (Torcida)Jovem, lágrimas caiam. Afinal, eu entrava pela primeira vez, na Vila Belmiro, sabia que muitas histórias ali viviam, eu sentia!!! E para minha felicidade, vencemos de dois a um do Corinthians, com certeza, vou levar para o resto da vida – conta emocionada a torcedora.

Já Cauê lembra que foi no alçapão do Santos em uma partida do campeonato regional.

– Quando eu tinha 13 anos, foi na Vila Belmiro, em algum jogo do Paulista, mais não lembro o adversário – contou o torcedor.

Títulos inesquecíveis, com histórias que vale à pena ler

O primeiro título na memória do torcedor é algo inesquecível. Por conta da experiência e o sentimento naquele instante. Os entrevistados contam com detalhes sobre a lembrança valiosa. Como os títulos do Campeonato Brasileiro de 2002, o tri do Santos na Libertadores e até o Campeonato Paulista de 2010.

Wellington revelou que sofria gozações por torcer para o Santos e tinha até apelido na escola. Porém, revelou que depois do Campeonato Brasileiro de 2002, a sua imagem como torcedor do Peixe mudou.

‘Esse título de 2002, foi o mais marcante de uma geração. Saímos da fila de 18 anos, parei de ser Menino da Fila e passei a ser Meninos da Vila’.

– O jogo virou, pois em 2002, passei de meninos da fila para Meninos da Vila. Ganhamos com maestria o Campeonato Brasileiro com direito a pedalada do Robinho. Depois disso, veio tantos outros títulos como Libertadores, Copa do Brasil, outro Brasileiro e vários estaduais. Mas, esse título de 2002, foi o mais marcante de uma geração. Saímos da fila de 18 anos, parei de ser Menino da Fila e passei a ser Meninos da Vila. As gozações pararam, pois foi um título importante, a nível nacional. Mesmo que o Santos ganhe o tetra da Libertadores, para mim, e tenho certeza que, para toda uma geração, esse Brasileiro de 2002 será eternamente a conquista marcante – reitera o entrevistado.

Lilian lembra do tri da Libertadores conquistada em 2011 pela equipe que tinha Elano Neymar, Ganso e o técnico Muricy Ramalho.

‘Memorável, sentimento único!’

– Meu jogo marcante foi Santos e Penãrol em 2011. Fomos tricampeões da Libertadores, afinal, é a primeira vez que via o Santos, levantando a Taça Libertadores! Memorável, sentimento único! – revela a fotógrafa

Cauê fala sobre o Campeonato Paulista de 2010 que o Santos venceu o Santo André na final. Geração que reacendeu uma identidade que todos os santistas tinham orgulho de dizer. Com futebol envolvente, alegre e habilidade.

A postura do Ganso marcou aquela final contra o Santo André, chorei demais com a determinação dele’.

– Pode parecer estranho, mais foi o Paulista de 2010. A postura do Ganso marcou aquela final contra o Santo André, chorei demais com a determinação dele. – revela o consultor 

Assim, como boa parte dos torcedores, a expectativa para o Santos na temporada 2020 era nula. Clube com problemas financeiros, bagunça política, dívidas na Fifa. Porém, o clube mais uma vez contrariou as críticas e faz uma bela temporada.

Chegada de Cuca

Cuca chegou em agosto de 2020 e fez um time desacreditado, ter um padrão de jogo e dar chances aos garotos da base. Além disso, liderar com méritos um grupo que fazuma ótima campanha na Libertadores chegando à decisão.

O jornalista, disse que o comandante teve muita capacidade de gerir o grupo de problemas externos, como a política do clube. 

O Cuca é tipo paizão, família, treinador raiz. Abraça o time nos momentos bons e ruins. Principalmente nos maus momentos. Por se tratar de um elenco muito jovem, esse perfil de jogador gosta de técnico como o Cuca. Tanto que blindou os jogadores da política do clube e focou na meta dos resultados. – diz Wellington

Lilian disse que o estilo de Cuca casou bem com as origens do clube, por isso, veio os resultados positivos.

O trabalho do Cuca deu certo, porque ele tem o DNA do Santos’

– O trabalho do Cuca deu certo, porque ele tem o DNA do Santos. Que é atacar, ir para cima sem medo. Ele não teve a opção para contratar, pegou o Santos que tinha e jogadores da base. Fez o que tinha em mãos. Mérito de um bom trabalho dele e da equipe. Inclusive, do treinador de goleiros (Arzul). –  lembra a torcedora.

Cauê revela que o treinador tem a cara e o estilo do clube.

– “Eu acho que o Cuca tem a cara do Santos. Acho que ele deu certo, porque ele é o tipo de treinador que não precisa de jogadores prontos, ele sabe preparar os atletas”. –  indaga o entrevistado à reportagem.

A grande decisão da Libertadores

A final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos vai ocorrer neste sábado (30), no estádio do Maracanã. Como de habitual, os torcedores realizam promessas ou até superstições antes da partida. Os santistas, falaram sobre o assunto e claro, sobre o jogo.

Wellington respondeu que não tem nenhuma superstição ou realizou promessa. Mas não esconde, que está ansioso e faz uma prévia sobre a decisão.

‘Se não fugir de suas características e entrar ligados, como foi contra Grêmio e Boca Juniors, teremos chances, sim’.  

– Estou muito ansioso. Minha expectativa, é que será uma grande final e, por ser jogo único o Santos tem muita chance da ganhar o tetra. Se não fugir de suas características e entrar ligados, como foi contra Grêmio e Boca Juniors, teremos chances, sim.  Superstição não tenho não! Sou tranquilo quanto a isso.  Promessa também não fiz não. Na verdade, nunca liguei para essas coisas. Acho que será um jogo aberto, porém com poucos gols. Pois, teremos dois grandes goleiros fechando os gols.  Palpite será:  Santos 1 a 0, gol de Kaio Jorge aos 14’, 2T da prorrogação. – descreve o Wellington.

A fotógrafa Lilian diz que está com o ânimo e que a expectativa grande. Porém, faz um discurso de cautela aos jogadores antes da final.

Minha superstição é o Santos não vencer o jogo antes, para que assim eles coloquem é o “pé no chão’.

– A expectativa está enorme, sabe adrenalina pura?!  Minha superstição é o Santos não vencer o jogo antes, para que assim eles coloquem é o “pé no chão “. E fiquem focados, que o jogo final é tudo ou nada. Tem que deixar o melhor de si em campo, dar a vida nesse jogo!!! Eu acredito nesse jogo.  Vai pra cima deles Santos!! – enaltece, a confiante Lilian

Cauê segue bem confiante e diz que será um jogo com muita raça. Mesmo não sendo supersticioso, faz uma revelação para a reportagem.

– Estou bem confiante, com toda a certeza, o jogo vai ser pautado em raça no campo, de ambos os lados. Mas sinto que o Santos vai levar (título). Eu não sou supersticioso, também não sou de fazer promessa prévias, mais na emoção do momento pode aparecer alguma. – reforça o consultor tributário.

A final da Conmebol Libertadores entre Palmeiras e Santos vai ocorrer neste sábado dia (30), às 17:00 (horário de Brasília), no estádio do Maracanã 

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