Seleção Brasileira

Pivô de novas ideias de Tite, Renan Lodi toma posse da lateral esquerda da Seleção Brasileira

Lucas Figueiredo/CBF

Renan Lodi é o lateral-esquerdo da Seleção Brasileira. A afirmação parece óbvia, mas há 24 horas atrás, poderia não ser. A vitória sobre a Bolívia por 5 a 0, nesta sexta-feira, na estreia nas Eliminatórias da Copa do Mundo do Catar, foi o primeiro jogo oficial do atleta de 22 anos pelo Brasil. Mas, além disso, confirmou a posse do ex-Athletico Paranaense sobre a histórica camisa 6 da equipe pentacampeã mundial.

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E o debut foi em altíssimo estilo. Renan Lodi foi um dos protagonistas da linha de cinco atacantes formada quando o time liderado por Tite tinha a bola. Com Neymar flutuando da esquerda para dentro, o jogador do Atlético de Madrid teve o corredor esquerdo todo para si. E fez bom proveito. Com apenas 45 segundos de jogo, recebeu do camisa 10 e quase fabricou o primeiro gol.

A parceria com Neymar logo renderia frutos. Após tabela entre os dois, Lodi cruzou para Firmino fazer 2 a 0. O camisa 6 ainda iniciou a jogada do terceiro gol, ao passar para o astro do PSG, que entregou para Firmino fazer o segundo dele no jogo e o terceiro do Brasil. O ex-Furacão ainda teria caixa para aplicar lindo chapéu no boliviano Céspedes.

Renan Lodi foi um dos destaques do Brasil contra a Bolívia (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O protagonismo de Lodi se justificou antes mesmo de a bola rolar. Douglas Luiz, explicou Tite em coletiva na quinta-feira, foi o escolhido para formar dupla com Casemiro, em detrimento de Bruno Guimarães, especialmente para cobrir as subidas do lateral. O apoio do paulista de Serrana pela esquerda seria essencial para alargar o campo, espaçar a defesa boliviana e liberar espaço para Neymar e Coutinho fazerem o que sabem de melhor.

– Primeiro tenho que agradecer a todo mundo. O professor (Tite) e os companheiros que me receberam bem. Para jogar aqui e o que eu fiz hoje tem que ter muita personalidade. Jogar aqui é um peso grande. Com personalidade tudo sai naturalmente – celebrou o jogador após a vitória.

FRUTOS DA PACIÊNCIA

Renan Lodi despontou para o Brasil ao longo do 2018, vencendo a Copa Sul-Americana com o Athletico Paranaense como um dos destaques do time. No mesmo ano, após a Copa do Mundo da Rússia, urgiu a renovação da lateral esquerda da Seleção. Marcelo ficou tachado pela má atuação na eliminação do Brasil diante da Bélgica, e Filipe Luís, à época com 33 anos, parecia em fim de ciclo com o time canarinho. Mas Lodi, no entanto, precisou esperar.

Na Copa América do ano passado, Filipe Luís e Alex Sandro, este que ganhou a posição ao longo do campeonato, foram os convocados. Lodi receberia a primeira chamada somente após a competição vencida pelo Brasil. Fez sua estreia na derrota por 1 a 0 em amistoso com o Peru, em setembro de 2019.

Depois, dos quatro jogos seguintes (Senegal, Nigéria, Argentina e Coreia do Sul), foi titular contra nigerianos e coreanos – esta, a primeira vitória do Brasil pós-Copa América. E agradou. Na sequência de amistosos, Lodi utilizou a camisa 16, enquanto a meia-dúzia ficou com Alex Sandro. O principal concorrente do jogador do Atleti àquela altura, porém, nem convocado foi desta vez. Prova da confiança do treinador da Seleção no novo camisa 6.

O Brasil volta a campo na próxima terça-feira, às 21h, diante do Peru, no Estádio Nacional, em Lima. O ENM transmite em tempo real a partir das 19h30.

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