Campeonato Brasileiro

Precisando de resultado e desempenho, Corinthians quase sai sem os dois contra o Goiás

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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Na última quarta-feira (02), o Corinthians foi até Goiânia para encarar o Goiás. Em briga de dois times com a zona de rebaixamento à vista, o alvinegro levou a melhor e venceu a partida por 2 a 1. Pressionado, Tiago Nunes precisava que seu time demonstrasse bom futebol e que isso resultasse em vitória. Quase o treinador volta para São Paulo sem os dois.

Em um primeiro tempo superior, o Corinthians abriu o placar com gol contra de Fábio Sanches, em jogada de Cantillo com Ramiro. A segunda etapa, entretanto, viu o Timão cair de rendimento e sofrer o gol de empate. Nos acréscimos, Danilo Avelar aproveita escanteio de Otero para garantir a vitória.

Desempenho aquém do esperado

Depois de uma partida em que igualou seu recorde de finalizações e demonstrou um bom futebol contra o Coritiba, voltou a ter dificuldades contra o Fortaleza. Mesmo com 21 chutes a gol, o empate persistiu e a queda de rendimento no segundo tempo também. Contra o São Paulo, a derrota pesou, mas a performance em campo também não correspondeu.

Contra o Goiás, entretanto, esperava-se uma resposta. Com as mudanças no time, visando dar criatividade no meio-campo, a tendência era um jogo melhor. O primeiro tempo foi de domínio corintiano, com 61% de posse de bola, 1 a 0 no placar e um jogo seguro, mas sem encanto. Os segundos tempos ruins não são novidade, vêm desde a volta do futebol, lá no estadual. Mas marcou presença novamente.

Os pedidos por Camacho no time titular foram atendidos, mas o meio-campista deu lugar a Gabriel no intervalo. O volante pareceu “travar” a saída de bola do Corinthians e os seus companheiros não souberam usar da sua presença em campo. Principalmente Fagner, que poderia ter mais liberdade para subir. O lateral, inclusive, tem sido ponto negativo do alvinegro no campeonato.

Defesa novamente com falhas

Nos últimos jogos, falar que a defesa do Corinthians está mal se tornou redundante. Depois de duras críticas no lado esquerdo, com Sidcley e Danilo Avelar, Tiago Nunes colocou Lucas Piton na lateral. O jovem fez uma boa partida – não comprometeu e também saiu para o jogo com qualidade, mas foi pouco acionado no ataque. Dessa vez, foi o lado direito que falhou.

Fagner não faz um bom Brasileirão, ao menos de início. É o jogador que mais perde a bola no Corinthians ao longo dos jogos: 18.5 vezes por jogo, segundo dados do SofaScore. Contra o Goiás, mostrou, novamente, falhas de posicionamento e lentidão ao recompor. No lance do gol, estava longe da jogada e contou com a desatenção de Gil, que também falhou em acompanhar o atacante adversário.

Os zagueiros tem sido muito acionados na saída de bola, o que libera espaços nas suas costas. Na verdade, Gil e Danilo Avelar são quem mais dão passes por jogo no Corinthians: aproximadamente 129 passes certos por partida, somados. Cássio, por exemplo, tem mais passes por jogo que Éderson, Araos, Jô, Mateus Vital, Léo Natel e Gustavo Silva. Isso combinado com a fraca transição defensiva do time, que se mostra pouco móvel, gera grandes chances para os adversários.

Erros repetidos

Os problemas parecem perdurar a cada rodada. No ataque, a movimentação lenta e dificuldade de achar espaços, independente do adversário. O desempenho ruim do meia-atacante, seja Luan ou Araos, segue notável. Falta de profundidade dos pontas gera um meio encaixotado e sem opções.

Na defesa, o Corinthians parece ser um dos times que mais facilitam a vida do adversário. Não é difícil encontrar buracos nas linhas defensivas, principalmente a primeira, onde os laterais demoram a recompor. Espaços pelos lados têm sido a principal arma para o rival corintiano, independente do seu estilo de jogo.

Resta saber como Tiago Nunes abordará a situação. Se virão mais mudanças ou se haverá sequência em um time titular padrão. O resultado, vindo de um gol “achado” nos acréscimos, faz o Corinthians respirar aliviado. O desempenho ruim, entretanto, segue como um peso nas costas de todos: treinador, jogadores e dirigentes.

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