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Psicólogos avaliam postura reativa de Neymar: ‘Não aprendeu a lidar com o mundo fora de sua bolha’

Neymar pensativo
Foto: Imago Images

Neymar tem sido o principal assunto comentado nas últimas semanas, mas no caso, o seu principal ativo, o futebol, tem sido segundo plano ao tocar em seu nome. Algo que vem tomando as páginas das redes sociais é a polêmica sobre a forma física do craque brasileiro. Neymar chegou a responder publicamente comentários e a maioria deles com uma dose de deboche.

Mas, como podemos explicar, psicologicamente, esse comportamento do jogador do PSG e da Seleção Brasileira? Porque a ideia de parecer gordo o incomoda tanto? O Esporte News Mundo, em contato com profissionais de psicologia, buscou responder e entender o lado do principal jogador brasileiro em atividade.

Segundo Lilian Vendrame Fonseca, psicóloga clínica e orientadora vocacional e profissional, a questão do body shaming pode ser algo a explicar o que as pessoas estão fazendo com Neymar.

“O body shaming é o apontar o corpo do outro, de forma a ridicularizar a pessoa, ou seja, pelo fato de ser gorda, colocam em xeque a participação dela na sociedade. No caso do Neymar, estão colocando o profissionalismo dele e seu desempenho em dúvida, por estar, supostamente, acima do peso.”

Ela ainda explica o porquê da maneira “passiva-agressiva” de resposta do craque. A insatisfação de Neymar com a imprensa não é de hoje e a intolerância nas respostas, podem ocasionar a reação debochada para lidar com os comentários.

“Da maneira que ele responde, ele coloca o outro em dúvida. O que será que ele está pensando? Ele está falando sério ou brincando? Então dessa forma ele acaba calando o próximo, que não sabe como responder a esse deboche, é uma espécie de provocação junto com a sensação de incerteza deixada no ar”, completou a psicóloga.

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Por sua vez, o psicólogo esportivo e presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, João Cozac, vê a influência do círculo pessoal de Neymar na formação do jogador e ser humano como prejudicial.

“Desde o começo, ele sempre foi muito protegido e ficou fechado no círculo social dos “parças” e cresceu apenas escutando coisas boas, mesmo em momentos ruins e com isso ele nunca conseguiu desenvolver “anticorpos emocionais” para lidar com essas adversidades.”

Cozac ainda destaca que as atuais situações mostraram o despreparo do atleta e de seu staff em não trabalhar essa outra face para quando atingisse o alto patamar de atleta, que hoje é o Neymar.

“Ele deveria ter sido melhor preparado para lidar com as críticas. Quando você cresce em um ambiente de 40, 50 pessoas e de repente tem um furo nessa bolha, o deboche e a ironia, como respostas, mostram que não houve qualquer aprendizado a lidar com o mundo lá fora.”

Por enquanto, Neymar terá paz de críticas na Seleção Brasileira, mas o craque já se prepara para a partida desta quarta-feira (15), pela Liga dos Campeões, contra o Club Brugge, na Bélgica. A partida pode servir de resposta de Neymar aos críticos do mesmo.

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