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Revelado pela Ponte e título em 81 no Guarani: Lúcio Bala recorda dérbis

Revelado pela Ponte e título em 81 no Guarani: Lúcio Bala recorda dérbis

Lúcio Alves Pompeu de Campos escreveu história de quase uma década no futebol campineiro.

Lapidado nas categorias de base do Moisés Lucarelli, Lúcio disputou 205 jogos e marcou 33 gols entre os anos de 1975 e 1980 pela Ponte Preta, com participação efetiva no vice-campeonato paulista em 1977 e 1979 diante do Corinthians.

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Natural de Cuiabá, onde reside atualmente, ex-atacante, por outro lado, participou de 133 partidas e anotou 18 gols no Guarani.

Após estreia em 11 de janeiro de 1981, ponta-direita defendeu o Bugre até 07 de setembro de 1983.  

Neste período, foi titular na campanha do título da Taça de Prata, equivalente à Série B do Campeonato Brasileiro, justamente no primeiro ano no lado verde e branco de Campinas.

1. Qual momento mais marcante em dérbi pelo Guarani?

Foi o meu primeiro dérbi em que estava jogando contra a Ponte Preta. Eu tive que jogar com todo enfaixado. Na partida anterior, contra o Corinthians, a clavícula saiu fora do lugar e tive de colocar de volta. A questão da Ponte falava que eu não queria jogar por ser pontepretano. 

2. Qual momento mais memorável em dérbi pela Ponte Preta?

Fazia já cinco ou seis anos que a Ponte Preta não vencia o Guarani. No primeiro dérbi nosso, nós vencemos. Na época, tinha rivalidade quando Guarani contratou o Flecha por um milhão e o Lúcio por mixaria de dinheiro. 

3. Quando se fala em dérbi, qual é o mais memorável na carreira?

Eu acho que todo dérbi é marcante, tanto defendendo Ponte Preta como Guarani. É uma partida que a gente espera o ano todo e ter essa chance de jogar com o rival da cidade. Para mim, era um dos jogos que eu mais gostava de jogar. Eu acho que não tem como você distinguir.

4. Você foi um atleta com larga experiência em dérbi. Qual a principal receita para vencer?

O futebol é um conjunto. A gente nunca vence sozinho. Então a equipe tem que estar bem treinada. Tem que se unir, principalmente quando é um dérbi. É se preparar fisicamente, mentalmente, focar e ter a equipe bem. É saber que, nessa partida, não pode ter erro.

5. Em qual clube você entende ter apresentado melhor futebol: Ponte Preta ou Guarani?

Na Ponte Preta, eu joguei quase quatro anos e meio. No Guarani, eu joguei 33 meses, praticamente três anos. É claro que onde eu apareci no futebol foi na Ponte Preta. Lá eu tive mais tempo e me apresentei por mais tempo e tive mais sucesso. No Guarani, em 1982, fui considerado o melhor ponta direita do Brasil e tive a esperança de ser convocado pelo Telê Santana na Seleção Brasileira. Graças a Deus, dentro de Campinas, em mais de sete anos, fui feliz nas duas equipes e com sucesso.

6. Atualmente, você reside no Mato Grosso. Como tem acompanhado os dois times a distância?

Eu sigo de longe pela televisão. Sinceramente, eu fico muito triste de ver a situação em que se encontram Guarani e Ponte Preta. Os clubes tinham times de disputar a cabeça, tanto é que já foi campeão brasileiro. Entre 77 e 81, Ponte disputou a final do Campeonato Paulista três vezes. Agora, brigam contra o rebaixamento.

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