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‘Não nos deixaram passar’, diz Riquelme, ídolo do Boca, após classificação do Atlético-MG

'Não nos deixaram passar', diz Riquelme, ídolo do Boca, após classificação do Atlético-MG
Foto: Instagram/Boca Juniors

Ídolo e vice-presidente do Boca Juniors, Juan Roman Riquelme, disse que o clube argentino foi ‘impedido’ de se classificar na Copa Libertadores, após o Atlético-MG bater os visitantes nos pênaltis.

Tricampeão da Libertadores como jogador, Riquelme criticou a Conmebol pelas anulações dos gols do Boca após revisão do VAR. No jogo da ida, no La Bombonera, foi marcada uma infração de Briasco em Nathan Silva, anulando o gol de González. Esse lance em questão foi considerada um erro grave da arbitragem por parte da Conmebol, que decidiu em afastar o juiz Andrés Rojas e o árbitro de vídeo Derlis Lopez.

No jogo da volta, mais uma vez, houve anulação do Boca Juniors por conta de um impedimento de Diego González, que tirou o gol de Weingandt. Com isso, Riquelme alega que o Boca venceu os dois jogos e que o que aconteceu nos dois confrontos é algo inédito.

O Boca venceu os dois jogos e ficou de fora, algo nunca antes visto. Uma equipe vence dois jogos fica de fora. Você sabe que foram gols, o pessoal do Boca sabe disso, outros times também. É lamentável, vergonhoso, não é sério. Quando eles não dão os gols, você pode jogar o dia todo e não adianta. Eles não nos deixaram passar — disse Riquelme à TyC Sports.

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Ao final do jogo, surgiram cenas de briga generalizada envolvendo a delegação do Boca Juniors e os seguranças do estádio e, posteriormente, a comissão atleticana. Oito integrantes do clube argentinos responderam na delegacia por lesão corporal, agressão e depredação ao patrimônio.

O Atlético-MG relatou que o diretor de futebol Rodrigo Caetano foi ameaçado com barra de ferro e o vestiário do clube sofreu uma tentativa de invasão. Inclusive, em vídeos que circulam nas redes sociais é possível ver o presidente do Galo, Sérgio Coelho, lançando duas garrafas de água contra os argentinos, enquanto os visitantes tentam invadir onde a delegação alvinegra estava. Riquelme citou esse momento em defesa ao Boca Juniors, que teve que ser detido pela Polícia Militar (PMMG).

— Tenho que ver o presidente do Atlético Mineiro jogando garrafas, e eles querem prender alguns jogadores. Estamos muito tristes, mas felizes que o time tenha jogado como deveria, tanto em casa quanto no Brasil — disse Riquelme.

A delegação do Boca havia fretado um avião para retornar à Argentina logo após a partida, porém teve que prestar depoimentos na delegacia até a manhã desta quarta-feira (21).

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