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Opinião: De Fenômeno a ‘Salvador’ de uma Nação? Ronaldo se torna o maior presente do Cruzeiro no centenário

Ronaldo Cruzeiro Foto: XP/Divulgação
Foto: XP/Divulgação

Fundado em 1921, o Cruzeiro completou 100 anos de existência ainda no início deste ano. Cem anos de uma história vitoriosa e, sim, de “páginas heróicas e imortais”, como diz a música cantada nas arquibancadas. E não é que um dos maiores presentes do ano centenário veio quase no fim do ano, quase que como um presente de Natal um pouco fora de época?

Ou antecipado – literalmente uma semana –, diga-se de passagem.

É que, afundado em dívidas que chegam a R$ 1 bilhão, o Cruzeiro deixou de ser apenas uma associação para se tornar um clube-empresa, capaz de ter investidores. Um passo para o futuro do futebol brasileiro e para a única saída possível para que o time celeste mantivesse o seu patamar de gigante. E isso porque uma nova história precisa ser escrita a partir de agora…

E Ronaldo tornou isso possível ao comprar 90% das ações da SAF do clube. Foi ele o “Salvador” do ano celeste, do centenário da Raposa e da instituição cruzeirense nos últimos anos.

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Mais que uma possibilidade, Ronaldo deu ao Cruzeiro uma esperança. Devolveu ao torcedor a alegria, e deu ao cruzeirense o fervor de vestir o manto e gritar: o Cruzeiro é do Fenômeno, aquele que um dia nasceu no Cruzeiro. Isso se chama identificação.

E tudo isso não só porque o cruzeirense ou a instituição Cruzeiro precisava urgentemente de uma imagem que transparecesse a ideia de Salvador e de que tudo ficaria bem. Mas sim porque tudo parece, de repente, prometer se encaixar em breve. Porque Ronaldo conhece e viveu o Cruzeiro. Ele sabe quem é o Cruzeiro. Sabe da grandeza. Sabe onde o clude deveria estar e sabe o que tem que ser feito, inclusive o impossível.

Além de tudo, o marketing vem pesado. Afinal, nada melhor do que Ronaldo Fenômeno, o menino lançado aos 16 anos pelo Cruzeiro, comprar o clube e o fazer renascer. Nada melhor do que a origem retornar para que o Cruzeiro volte aos tempos de glória.

Assim, mesmo que Ronaldo tire a capa de heroi e não queira rotulos de grandeza, ele vem para ser um grande “Salvador” da Nação Azul. Ele prometeu responsabilidade, e o torcedor espera mesmo que ele seja responsável por muitos sorrisos e glórias novamente.

Nos resta aguardar. Mas, por enquanto, ao menos, o Fenômeno Ronaldo no Cruzeiro pegou todos de surpresa e foi o maior presente do ano do centenário celeste.

Por Jéssica Mayara

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