Automobilismo

Russell está ansioso para atuar com ‘maior piloto de todos os tempos’ em 2022

Em 2022, Russell irá pilotar a Mercedes ao lado do heptacampeão da F1, Lewis Hamilton.

Foto: Divulgação / George Russell

A Mercedes anunciou, em setembro deste ano, a troca de Valtteri Bottas por George Russell. Apesar de só ter terminado na zona de pontuação quatro vezes, até hoje, com sua Williams, o desempenho em um carro sem expectativas atraiu a equipe vencedora dos últimos sete Campeonatos de Construtores. Com apenas quatro corridas restantes em 2021, Russell sabe que sua futura equipe, além de um espaço de aprendizado, será mais uma chance de mostrar seu potencial.

(Divulgação / George Russell)
Russell foi pódio em Spa-Francorchamps após corrida ser cancelada por chuva (Divulgação / George Russell)

O número 63 do grid atualmente é o 15º no Campeonato de Pilotos da Fórmula 1 com 16 pontos, estando a frente da dupla da Haas, Mick Schumacher e Nikita Mazepin, e da dupla da Alfa Romeo, Antonio Giovinazzi e Kimi Raikkonen. Ainda que com poucos resultados em corrida, seu ritmo de classificação com a Williams é um dos destaques da temporada. No GP da Áustria, foi ao Q3, sessão com os 10 carros disputando pela pole; e também largou em oitavo, melhor posição da equipe desde Felipe Massa, em 2017, com um sétimo lugar no GP do Brasil.

Além do ritmo contra outros pilotos, Russell tem um recorde, no mínimo, impressionante, contra seus companheiros de equipe na Williams: 55 a 0. Mesmo em fins de semana com punições, como nos Estados Unidos e no México, o britânico nunca ficou atrás de qualquer companheiro nas sessões de classificação, desde sua estreia na categoria. Considerando seu próximo companheiro, o jovem piloto reconhece os desafios e lições que virão pela frente:

— O maior desafio do próximo ano vai ser ir diretamente contra o maior piloto de todos os tempos. Mas estarei em uma situação fantástica, porque poderei aprender com Lewis [Hamilton] e me testar contra os melhores. Quem não gostaria de estar nessa posição? Pra ser honesto quase tira a pressão sobre mim. Ele já se provou, mas eu confio em mim mesmo, tenho grandes expectativas e tenho uma oportunidade incrível de mostrar ao mundo o que posso fazer.

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Confiança do novo chefe e expectativas sobre Russell

(Divulgação / George Russell)
Britânico repetiu a boa classificação em Sochi ao conquistar a terceira colocação (Divulgação / George Russell)

Apesar de acreditar que tem muito a provar ao resto do mundo, George Russell já tem a confiança de seu futuro chefe, Toto Wolff, CEO da Mercedes na F1. De acordo com entrevista de Russell, o austríaco ligou para o jovem piloto para confirmar sua ida à Mercedes, e que ‘deveria focar no seu ritmo’:

— Eu nunca tive o pensamento que não teria essa oportunidade. Toto [Wolff] falou pra mim: ‘Quando eu já te deixei na mão? Desde quando você se juntou a Mercedes [como um piloto da academia, em 2017] você sempre desempenhou bem e eu nunca te decepcionei. Foque na sua performance e deixe o resto para mim.’ Eu sabia que estava tendo uma boa temporada e ele me ligou no fim de semana anterior à Spa. Eu estava de férias e senti que tinha feito o suficiente para merecer esse trabalho.

Junto com sua nova posição no grid da Fórmula 1, chegam as expectativas, não só do público e do paddock, mas do próprio piloto. No entanto, Russell declarou estar controlando sua ansiedade, sabendo que a carreira na categoria é muito volátil:

— [Sobre a ida à Mercedes] Tenho muitas expectativas sobre mim mesmo, e esse é mais um passo na jornada. São apenas 20 lugares na Fórmula 1 e é muito fácil ir de ‘zero a cem’ e o oposto também. Eu não pensei de repente ‘É isso, ano que vem serei campeão’, porque não quero ser levado por esse pensamento. Quero ser campeão, claro, mas vou trabalhar muito no processo dessa conquista e não vou apenas acordar de manhã só pensando que irá acontecer.

(Divulgação / George Russell)
Russell pilotou a Mercedes de Lewis Hamilton no GP de Sakhir, em 2020, após Lewis ter teste positivo para a COVID-19 (Divulgação / George Russell)

Já em outra entrevista, o piloto da Williams disse achar pouco profissional ficar pensando apenas no seu futuro, enquanto ainda tem a atual temporada com sua equipe, que o ajudou na formação e no espaço em um grid muito disputado:

— Obviamente eu sou muito questionado sobre a minha ida à Mercedes no próximo ano, mas penso que seria pouco profissional da minha parte começar a pensar no futuro muito rapidamente ou muito cedo. Ainda estou me esforçando ao máximo nessa temporada e nas corridas restantes que eu possa ter.

O calendário de 2021 da Fórmula 1 ainda tem quatro fins de semana até o fim da temporada. O próximo será no Brasil, com o primeiro treino livre em Interlagos na sexta-feira, 12, a partir das 12h30; acompanhado pela classificação da Corrida Sprint, às 16h. A definição do grid de largada é no sábado, 13, às 16h30 com a Corrida Sprint. E no domingo, 14, a corrida principal no GP de São Paulo começa às 14h. Depois do Brasil, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos recebem a Fórmula 1.

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