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Russos dominantes, retorno de Federer e Djokovic quebra recorde; análise do primeiro trimestre do tênis masculino

Djokovic
Divulgação/Twitter do Australian Open

O primeiro trimestre do tênis masculino foi agitado com rostos novos e conhecidos fazendo história na modalidade. A Rússia conta com uma geração de categoria e que conquistaram a ATP Cup no início deste ano. Novak Djokovic quebrou recordes no Australian Open e no ranking da ATP. Roger Federer retornou às quadras após período de inatividade. Tenistas da nova geração ganharam destaque e Aslan Karatsev é a grande sensação deste começo de ano.

Os Russos

O tênis russo mostra uma geração muito talentosa e provaram isso com o título da ATP Cup no início de 2021. Daniil Medvedev jogou ao lado de Andrey Rublev e perderam apenas dois sets combinados durante toda a competição. Ganharam todas as oito partidas de simples disputadas. Neste torneio, um companheiro desconhecido do grande público, Aslan Karatsev duelou na partida de duplas na grande final da ATP Cup e ali lançou a arma secreta russa. Mais sobre esse tenista em instantes.

Medvedev termina o reinado e torna-se o número dois depois de 16 anos. Após bom princípio de temporada, em que ficou invicto na campanha russa da ATP Cup e atingiu a segunda final de Grand Slam no Aberto da Austrália, na qual foi derrotado pelo sérvio Djokovic.

Ganhou seu décimo título nível ATP ao vencer em Marselha, com isso, tirou Rafael Nadal do posto de número 2. Foi o primeiro tenista além de Federer, Rafa, Nole e Andy Murray a ocupar a segunda colocação na classificação desde 2005.

Andrey Rublev vive momento de muita confiança e isso reflete nos números desta temporada. Disputou 24 partidas, com 20 triunfos e quatro derrotas. Nenhum outro jogador tem números tão expressivos. Os destaques vão para a jornada invicta da ATP Cup, o oitavo título na carreira em Roterdã e a invencibilidade de 23 pelejas nos Masters 500, sequência quebrada por Aslam Karatsev. Fez sua primeira semifinal na carreira num Masters 1000 em Miami. Está atualmente na terceiro colocação para a corrida da ATP Race to Turin, competição que junta os oito melhores do ano.

Karatsev mostrou seu nível de jogo tardiamente, aos 27 anos de idade, mas o talento não tem hora para desabrochar. O russo chegou ao Australian Open como o 253º lugar. Na cruzada australiana, Aslam venceu Diego Schwartzman na quarta rodada do Slam, depois encarou o canadense Felix Auger-Aliassime, cabeça de chave 20, e fez mais uma vítima. Nas quartas eliminou o búlgaro Grigor Dimitrov. Parou somente na semifinal para Novak Djokovic.

Apesar da queda para Nole, o moscovita ratificou o momento positivo com a taça do Masters 500 de Dubai. Atualmente é o 28º colocado no ranking da ATP.

Novak Djokovic quebra recordes

O sérvio conquistou o Australian Open, sendo o nono na carreira, quebrando o recorde do tenista com mais taças deste Grand Slam. Deste modo, agregou mais um título, somando 18 Slams. Diminuindo a diferença para Federer e Nadal, ambos com 20.

Em março, os fãs foram as ruas de Belgrado para homenagear o homem de 33 anos que quebrou o recorde de semanas totais como número 1 do mundo (311ª). Djoko voltou para sua cidade para receber as boas vindas e receber o tributo do povo.

Nova geração em alta

Jannik Sinner venceu seu segundo título no Great Ocean Road Open, em Melbourne. Encontrou sua melhor versão no Miami Open quando atingiu sua primeira final de um Masters 1000 na vida. Na atualidade está com seu melhor ranking (23º colocado).

Sebastian Corda é mais um tenista jovem que realizou bom papel no Masters de Miami. O filho do ex-número dois do ranking, Petra Korda, alçou voos maiores e alcançou as quartas de final pela primeira vez na carreira. Derrotou Fabio Fognini e Schwartzman em Miami.

Lorenzo Musetti aparece como mais um tenista italiano de destaque. Venceu pela primeira vez um tenista Top-10 (Schwartzman) no caminho até a semifinal do Masters 500 de Acapulco, no México. O garoto impressionou novamente em Miami ao fazer a terceira rodada.

Juan Manuel Cerundolo, uma das grandes esperanças do tênis argentino, nunca havia ganhado um jogo do ATP Tour. Adentrou o Cordoba Open na 335ª posição e conseguiu um resultado extraordinário jogando em casa. O canhoto passou pelo espanhol Albert Ramos-Vinolas na final.

Retorno do Federer

O suíço ficou treze meses longe das quadras depois de passar por duas cirurgias no joelho. A volta ocorreu no ATP 250 de Doha. O Leão da Montanha deixou boas impressões ao derrotar o britânico Daniel Evans na estreia e na derrota para o eventual campeão Nikoloz Basilashvili, deixando escapar um match point. Roger preferiu se ausentar do Masters 1000 de Dubai e Miami para focar nos treinamentos.

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