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“São dez estrelas a brilhar”: tragédia do Ninho do Urubu completa dois anos nesta segunda

(Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

O incêndio no Centro de Treinamento George Helal, Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro, completa dois anos nesta segunda-feira (08). A tragédia sem precedentes na história rubro-negra deixou 10 mortos e três feridos.

No domingo, antes de a bola rolar na decisão contra o Bragantino, o clube prestou homenagem no telão aos garotos do Ninho. O perfil oficial do Flamengo alterou a foto de perfil e postou um vídeo com o trecho da música: “Pra sempre por vocês”.

Dois anos depois e o clube fechou acordos com as famílias de Samuel, Athila Paixão, Bernardo Piseta, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Vitor Isaías, Pablo Henrique, Arthur Vinícius e o pai de Rykelmo – a mãe entrou com ação na justiça.

Rosana, mãe de Rykelmo, contratou uma advogada e entrou na justiça contra o clube, o qual acusa de não ter recebido nenhum suporte. Além da indenização, ela cobra esclarecimentos.

A justiça, eu quero que alguém pague pelo erro, porque foi falha lá, alguém é culpado. Porque eu não dei meu filho para qualquer um, eu dei meu filho para o Clube de Regatas do Flamengo, que eu achava que iriam cuidar, zelar por eles, entendeu? E eu quero justiça. Cadê o culpado? Não se fala mais em culpado.

Em janeiro deste ano, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello e outras 10 pessoas à Justiça pela tragédia. O dirigente não se pronunciou.

O denunciado Eduardo Carvalho Bandeira de Mello, na condição de presidente do clube e detentor final da tomada de decisão, optou por não cumprir a disponibilização de um monitor, por turno, para cada dez adolescentes residentes e por não adequar a estrutura física do espaço destinado a eles às diretrizes e parâmetros mínimos (…) ele tinha plena ciência do estado de clandestinidade administrativa dos módulos habitacionais”, escreveu o MP em parte da denúncia.

Ainda não há acordo com a família de Christian Esmério.

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