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São Paulo usa dívida para garantir reforço ‘sem custos’; entenda

(Foto: Divulgação/ São Paulo FC)

Um clube da Série A encaminhou a contratação de um meia de 30 anos por empréstimo sem custo imediato, utilizando abatimento de dívidas com a equipe de origem.

Foto: Divulgação/São Paulo FC

O São Paulo segue sua estratégia de reforços “low cost” para 2026 e encaminhou a contratação do meia Cauly, de 30 anos, que pertence ao Bahia. A operação foi estruturada pelo diretor executivo Rui Costa por meio de compensação financeira, evitando qualquer saída imediata de dinheiro do caixa.

De olho na próxima temporada, Palmeiras tem interesse em Cauly, destaque do Bahia. (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)
Cauly pelo Bahia – Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

O empréstimo está fixado em 500 mil euros, mas o valor será abatido de parcelas que o Bahia ainda devia ao clube paulista por negociações anteriores. Na prática, o custo imediato é zero. O contrato inclui gatilhos que podem transformar o negócio em compra definitiva. Caso Cauly atinja 25 partidas, o São Paulo será obrigado a adquirir 50% dos direitos econômicos por 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,3 milhões). Se alcançar 40 jogos, haverá pagamento adicional de 600 mil euros (aproximadamente R$ 3,7 milhões) por outra porcentagem. O acordo ainda prevê bônus de 500 mil euros em caso de títulos ou metas individuais.

Cauly é o quinto reforço da temporada que chega sem investimento direto na aquisição de direitos. Antes dele, o clube acertou com o goleiro Carlos Coronel, que estava em fim de contrato no NY Red Bulls; com o zagueiro Dória, liberado pelo Atlas do México; e com os meio-campistas Danielzinho e Lucas Ramon, que deixaram o Mirassol em condições negociadas. Todos foram incorporados ao elenco sem taxa de transferência tradicional.

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Dentro de campo, Cauly chega para reforçar o setor de criação. Ele pode atuar centralizado ou partindo das pontas e surge como opção para dividir responsabilidades com James Rodríguez e Luciano. A comissão técnica avalia que o time precisava de mais controle de ritmo e capacidade de articulação, algo que ficou evidente nas primeiras rodadas do Paulistão.

A estratégia da diretoria é equilibrar as contas sem abrir mão de competitividade, especialmente pensando na Libertadores. Com a dívida ainda elevada, o São Paulo aposta em contratos “criativos”, metas por desempenho e jogadores experientes para montar um elenco mais profundo sem comprometer o fluxo de caixa em 2026.

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