Botafogo

Setor de criação e finalizações, problemas antigos que ainda atrapalham o Botafogo

Chamusca e Caio Autuori em ação contra o Fluminense pelo Cariocão - FOTO: Vítor Silva - BOTAFOGO

O setor de criação e as finalizações da equipe do Botafogo são problemas desde a temporada passada. Todos os treinadores que passaram pelo clube na última temporada não conseguiram fazer com que o time criasse jogadas e agredisse o adversário. O mesmo está ocorrendo com Marcelo Chamusca.

Nos últimos dois jogos do Glorioso sob o comando de Chamusca, contra o ABC, pela Copa do Brasil e o de ontem (17/4), contra o Fluminense, pelo Campeonato Carioca, a equipe teve apenas quatro finalizações no gol, três delas contra o ABC e uma contra o tricolor carioca. Uma situação recorrente para o Botafogo é, em geral, conseguir ter uma certa posse de bola, mas não saber o que fazer com ela. Não conseguir levar perigo à defesa adversária.

Na ocasião da eliminação na Copa do Brasil, diante do ABC, o Botafogo teve mais posse de bola na partida, mas o setor criativo não funcionou, como de costume, e o time chutou a primeira bola na direção do gol aos 25 minutos do segundo tempo, sendo que já estava atrás no placar desde o início do jogo.

Já no jogo de ontem, o Fluminense dominou a partida, o Alvinegro teve menos posse de bola do que o rival, porém nas vezes que conseguiu recuperar a posse, não conseguiu fazer a transição para o ataque errando muitos passes, não conseguindo assim levar perigo ao tricolor, chutando a primeira bola no gol nos acréscimos do jogo, com Ênio.

o ESPORTE NEWS MUNDO perguntou ao treinador Marcelo Chamusca, na entrevista coletiva após o clássico de ontem, justamente sobre essa questão da criação de jogadas do time e consequentemente sobre o baixo número de finalizações certas nos jogos, confira um trecho da resposta do comandante Alvinegro:

– Isso é uma situação, na verdade, que ela já é recorrente. A ineficiência e a falta de eficiência. A gente precisa sempre de muitas bolas, chutar muito para conseguir concluir a gol, fazer os gols. Têm várias situações que a gente pode colocar, eu estou falando no aspecto técnico. […] E o trabalho nosso, infelizmente, para esse tipo de situação, a gente precisa, por exemplo, você vai fazer um trabalho específico de finalização, onde o cara vai ter que fazer repetição de movimento, como é que eu vou fazer isso jogando três vezes por semana, sem ter tempo para trabalhar? Como é que o time vai adquirir uma mecânica de entrosamento, com dez as vezes, a gente jogou contra o ABC agora com dez jogadores novos? Então isso requer um pouco mais de tempo de trabalho, requer um equilíbrio maior dos jogadores, não é só o trabalho do treinador, uma tomada melhor de decisão, requer campo! A gente agora, depois de cinco jogos, veio jogar em um campo de verdade. A gente estava jogando, jogamos lá em Mesquita, jogamos em Bacaxá, jogamos no campo do ABC, terrível, com a bola viva. Então, isso tudo tem influência. Agora, o trabalho do treinador é tentar melhorar e eu vou tentar trabalhar para melhorar essas questões.

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