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Sport tenta suspender processo milionário de Ronaldo Alves, mas Justiça nega

Ronaldo Alves, Sport (Foto: Willians Aguiar/Divulgação)
Ronaldo Alves, Sport (Foto: Willians Aguiar/Divulgação)

Por conta da crise financeira devido a pandemia do coronavírus, o Sport entrou com pedido no Tribunal Regional do Trabalho da Sexta Região (TRT-6) na última terça-feira para suspender o processo que o clube foi condenado, em primeira e segunda instâncias, a pagar R$ 4 milhões ao zagueiro Ronaldo Alves. No fim da tarde deste sábado, entretanto, a desembargadora Dione Nunes Furtado da Silva negou o pedido do Leão. Cabe recurso.

O Esporte News Mundo teve acesso a detalhes do caso. Apesar da ação de Ronaldo Alves ainda não ter transitado em julgado, com a possibilidade do Sport subir com recurso contra a condenação para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, o clube tentou esta suspensão em esfera estadual, o que foi indeferido pela magistrada do Gabinete da Presidência do TRT-6.

O Sport, no pedido de suspensão do processo, entendeu configurado o motivo de força maior por conta do Covid-19. Sustentou o Rubro-Negro que “TODAS AS ATIVIDADES ESPORTIVAS, COMO TAMBÉM CAMPEONATOS NACIONAIS E ESTADUAIS FORAM SUSPENSOS, POR TEMPO INDETERMINADO, PELA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – CBF, deixando de gerar renda para os Clubes, TENDO, INCLUSIVE, SIDO CORTADO O REPASSE DO PAGAMENTO DA COTA DE TELEVISIONAMENTO DESTINADA AOS CLUBES QUE PARTICIPAM DOS CAMPEONATOS ESTADUAIS E DO CAMPEONATO BRASILEIRO“.

Seguiu o Sport: “A verdade é que ‘de uma hora para outra’ TODO O FATURAMENTO DO CLUBE FORAM SUSPENSOS, não há mais competições, logo inexiste renda de bilheteria, o pagamento pelo televisionamento das partidas foram suspensos, os patrocinadores também suspenderam os pagamentos, os sócios, também em situação financeira complicada, também deixaram de pagar as mensalidades associativas (não há jogos e clube fechado). Enfim todo o faturamento foi zerado !!!. Somente ficaram os boletos e as obrigações de pagamentos anteriormente assumidos, além dos compromissos com os atuais empregados, que, também estão em atraso“.

A desembargadora, na decisão, afirmou compreender a situação provocada devido ao coronavírus, mas ressaltou que precisa ser considerado que Ronaldo Alves, hoje no Náutico, também foi surpreendido pela crise e aguarda há mais de um ano o pagamento da dívida trabalhista. A magistrada citou ainda não vislumbrar a necessidade da suspensão do processo por conta de atos judiciais que suspenderam prazos de forma momentânea.

O ENM procurou a assessoria do Sport para uma manifestação sobre a decisão da Justiça do Trabalho, mas não obteve retorno até o momento desta publicação.

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